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05/09/2008

Fetiches- Fetichismo Transvéstico

























Fetichismo
Foco parafílico no Fetichismo envolve o uso de objetos inanimados ("fetiches"). Entre os objetos de fetiche mais comuns estão calcinhas, soutiens, meias, sapatos, botas ou outras peças do vestuário feminino. O indivíduo com Fetichismo freqüentemente se masturba enquanto segura, esfrega ou cheira o objeto do fetiche ou pode pedir que o parceiro sexual use o objeto durante seus encontros sexuais. Em geral o fetiche é exigido ou enfaticamente preferido para a excitação sexual, podendo os homens, em sua ausência, apresentar disfunção erétil. Esta Parafilia não é diagnosticada quando os fetiches se restringem a artigos do vestuário feminino usados no transvestismo, como no Fetichismo Transvéstico, ou quando o objeto é genitalmente estimulante porque foi concebido com esta finalidade (por ex., vibrador). Em geral, a Parafilia inicia na adolescência, embora o fetiche possa ter sido investido de uma importância especial na infância. Uma vez estabelecido, o Fetichismo tende a ser crônico.


Fetichismo transvéstico
O foco parafílico do Fetichismo Transvéstico envolve vestir-se com roupas do sexo oposto. Geralmente, o homem com Fetichismo Transvéstico mantém uma coleção de roupas femininas, que usa intermitentemente. Enquanto usa roupas femininas, ele em geral se masturba, imaginando-se tanto como o sujeito masculino quanto como o objeto feminino de sua fantasia sexual. Este transtorno tem sido descrito apenas em homens heterossexuais.

O Fetichismo Transvéstico não é diagnosticado quando o se vestir com roupas do sexo oposto ocorre exclusivamente durante o curso de um Transtorno da Identidade de Gênero. Os fenômenos transvésticos variam desde o uso ocasional e solitário de roupas femininas até o extenso envolvimento em uma subcultura transvéstica. Alguns homens usam um único item de vestuário feminino (por ex., roupa íntima ou cinta-liga) sob suas roupas masculinas. Outros homens com o transtorno vestem-se inteiramente como mulheres e usam maquiagem. O grau de semelhança de um indivíduo vestido desta forma com uma mulher varia, dependendo de maneirismos, postura corporal e habilidades de transvestir-se. Quando não está transvestido, o homem com Fetichismo Transvéstico em geral é irreparavelmente masculino. Embora sua preferência básica seja heterossexual, ele tende a ter poucas parceiras sexuais e pode ter-se envolvido em atos homossexuais ocasionais. Um aspecto associado pode ser a presença de Masoquismo Sexual.

O transtorno tipicamente começa com o uso de roupas femininas na infância ou início da adolescência. Em muitos casos, o transvestismo não é realizado em público até a idade adulta. A experiência inicial pode envolver o uso parcial ou completo de roupas femininas, sendo que o primeiro freqüentemente progride para o uso de um vestuário feminino completo. Uma peça favorita do vestuário pode tornar-se erótica em si mesma e ser usada habitualmente, primeiro na masturbação e, posteriormente, no intercurso. Em alguns indivíduos, a motivação para vestir roupas femininas pode mudar ao longo do tempo, temporária ou permanentemente, com a excitação sexual em resposta ao transvestismo diminuindo ou desaparecendo. Nesses casos, o uso de roupas femininas torna-se um antídoto para a ansiedade e depressão ou contribui para um sentimento de paz e tranqüilidade. Em outros indivíduos, uma disforia quanto ao gênero pode emergir, especialmente sob estresse situacional, com ou sem sintomas de depressão. Para um pequeno número de indivíduos, a disforia quanto ao gênero torna-se uma parte fixa do quadro clínico, sendo acompanhada pelo desejo de se vestir e viver permanentemente como uma mulher e de buscar reatribuição sexual, por meio de hormônios ou cirurgia. Os indivíduos com Fetichismo Transvéstico freqüentemente buscam tratamento quando emerge disforia quanto ao gênero. O subtipo Com Disforia Quanto ao Gênero é oferecido para permitir que o clínico anote a presença de disforia quanto ao gênero como parte do Fetichismo Transvéstico.
Sexualidade & Vida




































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16/08/2008

Pedofilia

























1. Parafilia representada por desejo forte e repetido de práticas sexuais e de fantasias sexuais com crianças pré-púberes.

Pedofilia erótica. Psiq.
1. Perversão sexual que visa a criança.


O individuo afirma em seu site que gosta menininhas e trás em seu álbum várias fotos de meninas de 04 a 06 anos em poses obscenas e em práticas sexuais com adultos.

Acaloradas discussões se formaram por toda a net e duas correntes parecem se destacar:
1- A dos que abominam essa prática e defendem a punição dos seus adeptos por serem criminosos e,
2 - A dos que defendem que devem ser tratados como doentes, sendo a pedofilia apenas um desvio de conduta, comparada ao homossexualismo ou ao voyeurismo. Do lado destes, alguns "defensores dos direitos humanos" sustentam a tese de que o nosso código não define a pedofilia como crime e por isso tais pessoas não deveriam ser punidas, mas submetidas a tratamentos.

Ora, de fato, não há, no código penal pátrio a palavra "pedofilia" como crime, mas há, isto sim, o estupro e o atentado violento ao pudor que abrangem por definição, também, os tipos de prática inerentes à pedofilia; Além do mais, o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, assim estabelece:
"Art. 241. Apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente:
Pena - reclusão de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa."

Das chamadas parafilias, a pedofilia é a mais cruel das práticas, pois suas vítimas são crianças inocentes e indefesas, desprovidas de discernimento e abusadas sob os mais diversos tipos de atos violentos, incluindo-se aí a violência mental. O criminoso obtém o "favor" mediante ameaças explícitas ou tácitas, ou falsas promessas, valendo-se da inocência da criança ou de sua extrema necessidade. Ele é geralmente alguém acima de qualquer suspeita, conhecido da vítima e de sua família e inspira confiança. Um parente, um vizinho, um professor, até mesmo um clérigo ou um médico, como naquele rumoroso caso em Brasília.

. Há quem diga que é preciso distinguir o pedófilo que pratica o ato sexual ou libidinoso daquele individuo que no recôndito do seu quarto, diante da tela do computador se excita e se masturba com as imagens eróticas das crianças. Isso é uma afirmação no mínimo inocente. Como tais imagens chegaram até ele? Em que condições? E essas crianças que foram abusadas e terão para sempre a sua imagem veiculando na Net, onde eternamente aparecerão como crianças sendo violentadas? Pergunto a quem defende isso: Deixaria o seu filho ou filha de 04 anos sozinha em uma casa com alguém assim? Não? Não deixaria? Ora, mas ele não é um criminoso, ele apenas se excita olhando criancinhas sendo abusadas... Todo crime nasce antes na consciência, no desejo alimentado. Entre devanear o ato e praticá-lo é uma questão de tempo. É preciso combater a divulgação das imagens, cortar o seu caminho e punir quem as divulgam e quem delas faz uso.

Comparar a pedofilia ao homossexualismo é preconceituoso e denota uma total falta de conhecimento sobre o assunto. Pedofilia não é opção sexual, como estupro não é. Homossexualismo é prática sexual consentida entre pessoas do mesmo sexo, que já têm o discernimento e a capacidade de escolha. Relação entre pessoas do mesmo sexo ou não, sendo uma delas um adulto e a outra uma criança é crime e tem que ser combatido e punido. Não interessa que em culturas do passado isso tenha sido aceito. Somos responsáveis pelo nosso tempo, não por erros do passado. Em Esparta, as crianças que nasciam com qualquer defeito eram imediatamente assassinadas. A nossa sociedade não apenas protege o deficiente físico como instrui e fomenta o emprego para eles. Não vejo ninguém defendendo que se mate um bebê deficiente só porque em Esparta se praticava isso. Portanto, esse argumento é ridículo em se tratando da prática da pedofilia.

O pedófilo, para dar vazão à sua tara não mede limites ou conseqüências. Mata a infância, assassina a inocência, destrói os sonhos e gera uma ferida que jamais será de todo cicatrizada. Sustentar a tese da não punição alegando que o pedófilo de hoje foi a vítima do passado e que por isso tornou-se assim, também é um argumento muito frágil. O fato de alguém ter sido abusado na infância não o torna um pedófilo; O mais provável é que se torne um adulto marcado pela violência e que com certeza terá muitas dificuldades em lidar com as seqüelas de tamanha brutalidade. Portanto, o criminoso ter sido vítima um dia, não serve como atenuante e nem como justificativa.

por Ariadna Garibaldi
(Advogada e escritora)




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Parafilia













As Parafilias são caracterizadas por anseios, fantasias ou comportamentos sexuais recorrentes e intensos que envolvem objetos, atividades ou situações incomuns e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. Cabe notar que as noções de desvio, padrões de desempenho sexual e conceitos de papel apropriado para o gênero podem variar entre as culturas

As características essenciais de uma parafilia consistem de fantasias, anseios sexuais ou comportamentos recorrentes, intensos e sexualmente excitantes, em geral envolvendo

objetos não-humanos;
sofrimento ou humilhação, próprios ou do parceiro, ou
crianças ou outras pessoas sem o seu consentimento, tudo isso ocorrendo durante um período mínimo de 6 meses. Em alguns indivíduos, as fantasias ou estímulos parafílicos são obrigatórios para a excitação erótica e sempre incluídos na atividade sexual. Em outros casos, as preferências parafílicas ocorrem apenas episodicamente (por ex., talvez durante períodos de estresse), ao passo que em outros momentos o indivíduo é capaz de funcionar sexualmente sem fantasias ou estímulos parafílicos. O comportamento, os anseios sexuais ou as fantasias causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

A imaginação parafílica pode ser posta em ação com um parceiro sem o seu consentimento de modo a causar-lhe danos (como no Sadismo Sexual ou na Pedofilia), podendo o indivíduo estar sujeito à detenção ou prisão. As ofensas sexuais contra crianças constituem uma parcela significativa dos atos sexuais criminosos, sendo que os indivíduos com Exibicionismo, Pedofilia e Voyeurismo perfazem a maioria dos agressores sexuais presos. Em algumas situações, a ação sob a influência da imaginação parafílica pode acarretar ferimentos auto-infligidos (como no Masoquismo Sexual). Os relacionamentos sociais e sexuais podem ser prejudicados se as outras pessoas consideram vergonhoso ou repugnante o comportamento sexual incomum ou se o parceiro sexual do indivíduo recusa-se a cooperar com suas preferências sexuais incomuns. Em alguns casos, o comportamento incomum (por ex., atos exibicionistas ou coleção de fetiches) pode tornar-se a principal atividade sexual na vida do indivíduo. Esses indivíduos raramente buscam auxílio por sua própria conta, geralmente chegando à atenção dos profissionais de saúde mental apenas quando seu comportamento provocou conflitos com parceiros sexuais ou com a sociedade.

As Parafilias aqui descritas são condições especificamente identificadas por classificações anteriores. Elas incluem Exibicionismo (exposição dos genitais), Fetichismo (uso de objetos inanimados), Frotteurismo (tocar e esfregar-se em uma pessoa sem o seu consentimento), Pedofilia (foco em crianças pré-púberes), Masoquismo Sexual (ser humilhado ou sofrer), Sadismo Sexual (infligir humilhação ou sofrimento), Fetichismo Transvéstico (vestir-se com roupas do sexo oposto) e Voyeurismo (observar atividades sexuais). Uma categoria residual, Parafilia Sem Outra Especificação, inclui outras Parafilias encontradas com menor freqüência. Não raro, os indivíduos têm mais de uma Parafilia.

quem possam atuar suas fantasias podem recorrer aos serviços da prostituição ou atuar suas fantasias contra a vontade de suas vítimas. Os indivíduos com uma Parafilia podem escolher uma profissão ou desenvolver um passatempo ou trabalho voluntário que os coloque em contato com o estímulo desejado (por ex., vender sapatos ou roupas íntimas femininas [Fetichismo], trabalhar com crianças [Pedofilia] ou dirigir uma ambulância [Sadismo Sexual]. Eles podem ver, ler, comprar ou colecionar seletivamente fotografias, filmes e textos que enfocam seu tipo preferido de estímulo parafílico. Muitos indivíduos com esses transtornos afirmam que o comportamento não lhes causa sofrimento e que seu único problema é a disfunção sexual resultante da reação de outras pessoas a seu comportamento. Outros relatam extrema culpa, vergonha e depressão pela necessidade de se envolverem em uma atividade sexual incomum que é socialmente inaceitável ou que eles próprios consideram imoral. Existe, freqüentemente, um prejuízo da capacidade de ter uma atividade sexual recíproca e afetuosa, podendo ocorrer Disfunções Sexuais. Distúrbios da personalidade também são freqüentes, podendo ser suficientemente severos para indicar um diagnóstico de Transtorno da Personalidade. Sintomas depressivos podem desenvolver-se em indivíduos com Parafilias, podendo acompanhar-se de um aumento da freqüência e intensidade do comportamento parafílico.

Sexualidade e Vida





















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