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13/08/2008

Isto é - Militância...

A matéria intitulada "Tortura não é crime político", publicada na última edição da revista Isto É, de 11/08/2008, e assinada pelos jornalistas Alan Rodrigues e Octávio Costa, deveria entrar para o hall daquelas que podemos chamar de exemplar. Deveria ficar eternizada nos livros acadêmicos da Comunicação Social, nos capítulos que tratassem especificamente de "tudo o que não se deve fazer em jornalismo", ou de "jornalismo a serviço da militância esquerdopata", ou ainda de "como envergonhar seus colegas de profissão".

Infelizmente, há maus profissionais em tudo quanto é área e a de jornalismo não haveria de ser exceção.

Vamos dissecar a tal matéria.

De cara, o título "Tortura não é crime político", por ser uma frase alardeada na imprensa pelas falas do ministro Tarso Genro, deveria vir entre aspas. Mas, veio como afirmação. E, se veio como afirmação, esperava-se, no mínimo, que houvesse, ao menos, a menor tentativa que fosse de definir 'crime político'. Entretanto, não haveria como fazer isso sem deixar de dizer o óbvio, ou seja, que crime político é um crime (portanto não o deixa de ser) que é cometido por motivos supostamente ideológicos. Uma falácia: todos os crimes são ideológicos, ainda que a ideologia seja a própria do criminoso.

Não? Então consultem os livros sobre o tema e os dicionários. Neles, entre uma variação e outra, estarão definições mais ou menos assim: "ideologia: 1 Sistema que considera a sensação como fonte única dos nossos conhecimentos e único princípio das nossas faculdades; 2 Maneira de pensar que caracteriza um indivíduo ou um grupo de pessoas; 3 Ciência que trata da formação das idéias; 4 Tratado das idéias em abstrato. A origem do termo teria ocorrido com o criadoor da própria palavra, Destutt de Tracy, que lhe deu o significado de 'ciência das idéias'. Antes dele, entretanto, na antiguidade clássica e na Idade Média, os pensadores já entendiam ideologia, sem se referir ao termo, como o conjunto de idéias e opiniões de uma sociedade. Foi, porém, uma teoria a respeito de ideologia, desenvolvida pelo alemão Karl Marx, que passou a ser confundida com o real significado do termo. Muito resumidamente, para Marx, ideologia seria uma falsa percepção da realidade provocada nos trabalhadores, dentro da sociedade capitalista, por causa da divisão entre trabalho manual e intelectual – este último realizado pela elite burguesa dominante. O homem era mesmo o gênio da tergiversação, temos que admitir!

Logo depois, continua a matéria, uma frase: "A punição de torturadores da ditadura pode ser um caminho para o Brasil conhecer verdades ainda ocultas do regime de 1964". Tão mal colocada, a tal frase mais parece a conclusão pessoal do repórter a respeito do assunto tratado do que a descrição de um fato ou do que pensam os envolvidos na disputa sobre o mesmo. Não haveria nada de mal nisso caso se tratasse de um artigo opinativo e não de uma suposta reportagem.

Em seguida, duas fotos e uma descrição: "REBELIÃO DOS MILITARES - Generais e coronéis, da reserva e da ativa, se manifestam contra Tarso Genro no Clube Militar, no Rio, enquanto, do lado de fora, estudantes apóiam o ministro". Primeiro, os militares, em visível estado de 'bom comportamento', são apontados como estando a fazer uma "REBELIÃO MILITAR", tudo em caixa alta, que é para reforçar essa idéia. Já os estudantes, bastante efusivos, apenas "apóiam o ministro" (Tarso). A primeira foto está perfeita, técnica e esteticamente.





A segunda - a dos estudantes - parece aquelas que se tiram com máquinas fotográficas amadoras, que acabam registrando movimentos mais acelerados sob forma de 'rabiscos de luz', de 'embaçado', de falta de foco. O efeito disso nessa foto? Ora, o leitor não consegue determinar o número de pessoas presentes à manifestação e nem o desprezo dos transeuntes pelo ato, para o qual nem mesmo dirigiam o olhar. E, é claro, a matéria não revela, em lugar nenhum, o número de manifestantes – de insignificantes 15 a 30 estudantes, no máximo, perto das cerca de 800 pessoas presentes ao evento.

Depois, a matéria vem com um partidarismo tão absurdo que praticamente dispensa comentários quanto à intenção: "Mas a lei incluía os chamados "crimes conexos" - um eufemismo para livrar torturadores do regime de processos futuros. Aprovada em agosto daquele ano, a Lei da Anistia beneficiou 4.650 pessoas e gerou uma espécie de amnésia coletiva - os militares nunca tornaram públicos os detalhes das ações de repressão ao terrorismo, se aposentaram como se todos os arbítrios da ditadura fossem uma página virada e jamais foram legalmente cobrados pelos crimes que porventura tenham cometido".

Primeiro, define os "crimes conexos" como "eufemismo para livrar torturadores do regime de processos futuros". Como assim? Tortura seria 'mais crime' do que seqüestros, assassinatos, assaltos e até mesmo do que a tortura praticada pelos 'revolucionários' contra civis e contra militares? E, depois, por que essa perseguição somente aos militares e não aos policiais que, afinal, são muito mais citados nas denúncias 'oficiais' de tortura, que quase sempre se referem a agentes (dos DOPS etc.) e não a tenentes, capitães etc.?

Depois, para não perder a oportunidade, esclareça-se aos alunos que a palavra eufemismo foi empregada de maneira errada, porque não cabe em 'ações' (ninguém pratica eufemismo) – trata-se de um recurso lingüístico que nos permite substituir palavra que se suponha 'feia' ou 'agressiva' por outra 'mais agradável' e que, por isso, só deve ser atribuído a palavras ou ao uso das mesmas. Ou seja, uma pessoa, uma coisa ou um fato não podem ser 'eufemismo', nem praticá-lo. Sendo assim, a matéria poderia trazer "crimes conexos – um eufemismo para 'impunidade' (que é o que queria expressar), no caso, dos torturadores do regime em processos futuros". É, alunos, não basta florear, tem que saber como.

Em seguida, mais outra frase: "os militares nunca tornaram públicos os detalhes das ações de repressão ao terrorismo... e jamais foram legalmente cobrados pelos crimes que porventura tenham cometido". Ora, faltou mencionar que isso acontece, simplesmente, porque implicaria, também e obviamente, em que fossem revelados todos os crimes cometidos pelos 'revolucionários', desde sempre os maiores interessados em que 'os arquivos' jamais fossem tornados públicos. Pergunte para a Dilma Rousseff, chefe da casa civil, que está, há anos, com a 'chave da porta dos tais arquivos' e não abre. É que, primeiro, segundo a própria ministra, estaria sendo feito um processo de 'filtragem', para não expor ao constrangimento público 'uns e outros' (que, é claro, não seriam os policiais e os militares).

No final das contas, em se revendo a Lei da Anistia, meu caro repórter, com otimismo, seriam uns dez 'militantes' a terem que ser presos, para cada 'agente' que tivesse que 'pagar por seus crimes', e uns vinte para cada militar. Não é por outro motivo que 'heil' Tarso e companhia só querem que apenas o crime de tortura – sobre os quais, diga-se de passagem, não há uma única prova concreta e sim 'palavra contra palavra' – seja 'reconsiderado', ou, como diz o ministro, 'considerado', porque a ele, nominalmente, não se tenha referido na Lei da Anistia.

Continua matéria: "Até que, num seminário interno, de nome tão caudaloso quanto prolixo (Limites e Possibilidades para a Responsabilização Jurídica dos Agentes Violadores de Direitos Humanos durante o Estado de Exceção no Brasil), o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que não considerava tortura e violação de direitos humanos crimes políticos, mas comuns"... "A partir do momento em que o agente do Estado pega o prisioneiro e o tortura num porão, ele sai da legalidade do próprio regime militar e se torna um criminoso comum", disse Genro, repetindo um raciocínio que havia exposto recentemente numa entrevista à ISTO É. Mas aí veio a frase que ressuscitou a ira dos militares: "Ele (o torturador) violou a ordem jurídica da própria ditadura e tem que ser responsabilizado (...) atos de tortura não podem ser beneficiados pela anistia."

A declaração do ministro, sem dúvida, impressiona – não pelo conteúdo, é claro, completamente falso, mas pela capacidade de fazer com que um possível interlocutor necessite de alguns segundos para processá-la. No caso de um repórter, 'alguns segundos', dependendo da situação, são fatais para que não se possa fazer uma outra pergunta que esclareça as falhas da declaração feita. Um exemplo: "Mas, senhor ministro, seqüestros, assaltos e assassinatos, entre outros crimes, como explodir bombas em aeroportos e em embaixadas, por exemplo, matando e aleijando civis - todos estes crimes praticados pelos 'revolucionários da época', também não estavam 'fora da legalidade do próprio regime militar', como afirmou estar a 'tortura'? E, por isso, não estariam também 'eles', os 'revolucionários', no caso, violando a 'ordem jurídica'?"

Ou seja, o homem falou um absurdo e o repórter 'engoliu', sem esboçar reação.

Continua a matéria: "Tarso Genro não pretende reabrir a Lei da Anistia, mas defende que os responsáveis pela tortura durante o regime militar respondam criminalmente com base na Convenção Internacional de Direitos Humanos, um pacto internacional feito em 1969 em São José da Costa Rica - e que o Brasil só assinou durante o governo Fernando Henrique Cardoso".

A reportagem deveria, mas não esclareceu: Tarso, naturalmente, deve estar se referindo à Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos e Punições Cruéis, Desumanos e Degradantes, que entrou em vigor em 26/06/1987, depois de aprovada pela ONU, em 10/12/1984. O Brasil retificou a esta Conveção, em 28/09/1989. Seu Protocolo Opcional, de 18/12/2002, e que vigora desde 22/06/2006, também foi ratificado pelo país, em 12/01/2007. Em 1988, a nossa constituição Federal, em seu artigo 5o, XLIII, já consagrara a tortura como crime, que acabou vindo a ser definida nos termos da lei n° 9455, de 7 de abril de 1997.

É bom que se diga, na Convenção contra a Tortura não há uma única linha sequer na qual se possa ler que se trate de um crime 'imprescritível', como diz Tarso Genro, bem como há claríssimas cláusulas afirmando serem prioritárias as leis estabelecidas nas constituições, e as regras dos códigos penais, de cada país membro signatário. Toda e qualquer ação de julgamento, em se tratando de exceção, pode ser julgada por tribunal estabelecido internacionalmente (*) (e não localmente), geralmente em se tratando de julgar crimes de guerra, já definidos por acordos internacionais (Convenção de Genebra e Estatuto de Roma). Alguns crimes de guerras conhecidos foram os cometidos por Adolf Hitler e por seus oficiais, na época da II Guerra Mundial, além de os cometidos por alguns rebeldes, na "guerra" de Ruanda, África, em disputa entre etnias pelo poder naquele país. Em ambos os casos foram criados cortes especiais, como o Tribunal de Nuremberg e uma 'corte para Ruanda', respectivamente.

Além disso, não se sabe como Tarso recorreria a um tribunal internacional para levar seus projetos de 'vingança' à diante, uma vez que a posição do país, na atualidade, no simples cumprimento do que estabelecem os acordos internacionais, beira o vexame, com dezenas de compromissos ignorados. Basta que se leia o "Relatório Sobre Tortura no Brasil", concluído, em 2005, pela nossa própria comissão de Direitos Humanos no Congresso. Vale lembrar, também, que, em maio de 2000, o relator especial da ONU sobre a tortura, Nigel Rodley, esteve no Brasil, por três semanas, levantando dados para elaborar um relatório final. Na época, vejam o que declarou à Folha de São Paulo:

"Eu não posso adiantar nada do relatório. Mas o próprio governo disse que há tortura frequente no Brasil. As autoridades federais e estaduais reconhecem isso... Há coisas incontroversas: as condições de detenção nas delegacias de polícia são absolutamente estarrecedoras. Fomos a uma delegacia policial em São Paulo onde as pessoas são levadas para aguardar julgamento. Fomos no dia mais limpo, o domingo, porque a limpeza é aos sábados. Vimos excrementos por toda parte. Os próprios presos me olharam: "Como o senhor espera que o juiz reaja diante de nós se nós parecemos animais e cheiramos como eles?" Eles estão certos."

No final da entrevista, Rodley foi claro: "O relatório não trará sanções para o Brasil. A ONU não entra em sanções, a não ser em casos extremos".

Apesar de toda esta situação vexatória, no presente, e que necessitaria de providências urgentes, muito trabalho, dinheiro e dedicação por parte dos poderes públicos e dos governos estaduais e federais, "corre em São Paulo uma ação civil pública contra os comandantes do DOI-Codi", diz a matéria da Isto É, sem mencionar 'detalhes' como os que foram acima citados – que, certamente, reforçariam as chances de que leitores pudessem ensaiar uma lijeira impresão de que as tendências da ação do ministro da justiça estariam mais para 'vingança'. Um dos autores da ação, o procurador da República de São Paulo, Marlon Alberto Weichert, justifica: "Do ponto de vista técnico, a lei não pode perdoar agentes do Estado que praticaram esses crimes."

Do ponto de vista técnico? Só se for o 'técnico-ideológico'. Não se trata de 'tecnicidade' nenhuma aqui. Foi um acordo entre inimigos, depois de uma batalha, supostamente, em nome da paz e da reconstituição democrática do país. O mínimo que uma boa reportagem sobre o tema Anistia tem que obrigatoriamente mencionar é que a exigência de que esta fosse 'ampla, geral e irrestrita' foi da esquerda de Tarso, que hoje está no poder. O ministro está dando, afinal, com essa proposta de 'revisão', mais uma prova histórica de que não se pode confiar em comunista.

O fato é que, num país onde impera a ignorância e no qual se lê muito pouco, principalmente sobre assuntos técnicos e sobre política, a imprensa deveria tomar cuidado redobrado, não ao divulgar o que se diga, mas em explicar que o que está sendo dito não se trate da mais pura verdade, ainda que tenha saído da boca de presumíveis 'autoridades'.

Mais adiante, continua a reportagem: "O general Enzo Martins Peri, chefe do Exército, disse ao presidente Lula que 'é preciso pôr uma pedra sobre esse assunto, até porque, este tema abre feridas e provoca indignação'. Tem razão e não há mal nenhum nisso até porque as feridas não foram fechadas - e é isso que prova a indignação do ministro da Justiça com a tortura. Num caso que beira à indisciplina, o comandante militar do Leste, general Luiz Cesário da Silveira, tirou o uniforme e foi "como pessoa física" a um seminário sobre a Lei da Anistia no Clube Militar do Rio de Janeiro, na quinta- feira 7. Tudo um eufemismo para se criar o palco para protestos destemperados contra Genro."

Bem, meus caros, chamar essa matéria de reportagem, depois do que foi dito acima pelo jornalista que a escreveu, é ofender a inteligência do leitor. Trata-se de texto para defender um determinado ponto de vista. Ponto final. Caberia num artigo ou num editorial, que pressupõem essa intenção. Depois, para não perder a oportunidade, esclareça-se aos alunos que a palavra eufemismo foi empregada, novamente, de maneira errada.

O mais grave, entretanto, sobre esta 'reportagem', está nos bastidores. Coisa rara termos acesso ao processo de composição de uma matéria jornalística. No caso desta matéria da Isto É, tivemos essa oportunidade porque um dos entrevistados foi o escritor, articulista e psicanalista Heitor de Paola. Foi ele quem divulgou a entrevista que deu e que deveria ter sido veiculada junto com esta reportagem da revista. O jornalista Alan Rodrigues, um dos que assina a tal matéria, entrevistou Heitor, por e-mail. Notem: não foi um 'bate papo', uma conversa informal, sobre a atitude do ministro Tarso e sobre a própria Anistia, para que o jornalista se preparasse para abordar o tema dentro de uma futura reportagem, mas, sim, o envio de perguntas formais que, supostamente, deveriam ser publicadas junto à matéria.

Entretanto, como se constata ao ler a entrevista que Heitor concedeu, nenhuma linha sequer da mesma foi publicada, assim como também não existe, na matéria, nem mesmo a mais longínqua abordagem do tema sob seu ponto de vista, que é contrário ao de Tarso – o qual a reportagem nitidamente defende.

Isso não é jornalismo; é militância – que, aliás, não é crime nenhum, desde que essa abordagem fique bem clara ao leitor, ao ouvinte ou ao telespectador. No caso desta matéria veiculada pela Isto É, não há esse tipo de esclarecimento. Trata-se de um exemplo bastante abrangente, e triste, de como não fazer jornalismo.

ENTREVISTA PARA A REVISTA “ISTO É”

Entrevistador: Alan Rodrigues
Entrevistado: Heitor De Paola
Método: por E-mail
Data: 06/08/2008



ISTO É - Como o sr. analisa a proposta dos ministros Tarso Genro e Vannuchi de “revisão” da Lei de Anistia, particularmente, na questão da condenação aos torturadores?

RESPOSTA – Em primeiro lugar, há que investigar se realmente houve torturas. Até agora não há nenhuma prova convincente, só acusações de pessoas que têm óbvios interesses ideológicos, políticos e pecuniários - as vultosas indenizações a que teriam direito caso fossem condenados, com ou sem provas, os supostos torturadores. Estes deveriam ter amplo direito de defesa como assegura a Constituição.

ISTO É - O sr. acha que a tortura foi crime político?

RESPOSTA – O que é um crime político? A meu ver crime é crime, seja qual for a motivação alegada. Com exceção do direito à legítima defesa, nada deveria ser atenuante, muito menos o político que é planejado nos mínimos detalhes e para o qual nem o estado de privação momentânea de consciência pode ser alegado.

ISTO É - O argumento dos militantes de esquerda é que eles, que se exporam (imagino que você tenha desejado dizer expuseram?) ao voto, pagaram caro nesse período e que até hoje sofrem com seqüelas, e que os militares saíram como os vitoriosos por isso deve ser passado a limpo esse período da história. Como o sr. “vê” esse pensamento?

RESPOSTA – “Vejo” como uma série de mentiras dentro de mentiras. Note que você usa, talvez inconscientemente, os termos assimétricos, baseado no velho “dois pesos, duas medidas”: os militares são torturadores, criminosos, etc.; os terroristas e guerrilheiros são apenas “militantes”, quer dizer pessoas inocentes que somente “militaram” em organizações cujos propósitos óbvios eram o terrorismo e a guerrilha para instaurar um regime totalitário do tipo cubano, que jamais anistiou ninguém: prende, mata e tortura e ainda recebe aplausos. Nunca conheci um revolucionário que defendesse a democracia e a liberdade. Quanto aos militares terem sido vitoriosos: quem está no poder, hoje? Eles, ou os terroristas que eles combateram? O argumento de que “quem se expõe ao voto comprova sua inocência” é tão primário que nem mereceria comentários. Democracia não é júri e eleição não é tribunal! Quantos bandidos estão eleitos?

ISTO É - O sr., como ex militante, acha que essa proposta pode ser considerada como revanchismo?

RESPOSTA – Por parte de alguns indivíduos isolados, talvez sim. Mas esta proposta é muito bem elaborada – inclusive surgindo num momento em que os contatos do PT e de altos próceres do governo com as FARC estão sendo denunciados – e sua intenção é bem outra: desmoralizar, achincalhar e humilhar as Forças Armadas que, por mais que o governo faça, ainda são consideradas as instituições mais confiáveis do País. Não haverá revanche, tanto o Genro como o Vannuchi sabem que quando o processo chegar ao STF será arquivado.

ISTO É - O sr. foi militante da ALN?

RESPOSTA – Não; da Ação Popular (AP). De 1963 a janeiro de 1968, e saí exatamente porque foi decidido incrementar a luta armada – não desencadear, pois já começara em 1961, em pleno governo democrático - e não sou assassino. Por isto conheço bem os que ficaram. Além disto, o AI-5, em dezembro daquele ano, foi uma resposta e não a causa, da luta armada.

Copyright © Heitor De Paola. O entrevistado se reserva o direito de publicar esta entrevista em seu site ou em qualquer outro veículo após a publicação da Revista Isto É, mesmo sendo ela utilizada só em parte ou não utilizada pela Revista.


Rebecca Santoro
Formada em Comunicação Social - Jornalismo, pela PUC-RJ (1985), tendo ainda cursado mais três períodos do curso de Economia(1987/88), a título de especialização, na mesma Universidade. Para se aprimorar no lado técnico da profissão, fez 4 períodos do curso de Telecomunicações, na Estácio-RJ (1991/92). Lugares onde morou e estudou: New Jersey (USA), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), Brasília (DF), San Diego (Califórnia – USA), Macapá (AP) e Belém (PA). Trabalho: Vendedora; Repórter/Estagiária da Rádio Nacional (RJ); Proprietária e Editora responsável pelo jornal Rio 1000’s, especializado em lazer (RJ); Contato Publicitário – Agência DIA DESIGN – (RJ); ECO-92-RJ; Escritora e repórter freelancer.
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Pílula X Diversidade Genética

























Contraceptivo atrapalha capacidade instintiva da mulher de encontrar homem 'ideal'.
Quando tudo funciona, elas se atraem pelo cheiro de parceiros geneticamente diferentes

A pílula anticoncepcional pode atrapalhar a mulher na hora de encontrar o seu par ideal, segundo um estudo britânico publicado nesta semana na revista “Proceedings of the Royal Society B”. Os hormônios confundiriam a habilidade natural da mulher de procurar homens geneticamente diferentes de si – o que pode resultar em dificuldade de engravidar e em abortos naturais.

Segundo os especialistas da Universidade de Liverpool, o odor corporal é um componente importante na escolha de um parceiro – e os genes que o controlam são os mesmos que também trabalham no sistema imunológico.



É por meio do cheiro, portanto, que, instintivamente, pessoas escolhem companheiros que tenham genes bem diferentes dos seus. O benefício disso é alto para a espécie. Quanto mais geneticamente diversos forem os pais, maior será a capacidade da criança de se defender de doenças. Portanto, quanto maior for a diversidade genética da espécie, mais forte ela será.

A pílula anticoncepcional atrapalha o funcionamento desse delicado sistema. Segundo a pesquisa feita por Craig Roberts, mulheres que tomaram o contraceptivo inverteram o padrão e passaram a se sentir atraídas pelo cheiro de homens geneticamente parecidos com elas.

O resultado foi obtido durante um teste em que cem mulheres indicaram qual, dentre seis opções de odores masculinos, era o seu favorito – antes e depois do uso da pílula. As amostras foram tiradas de 97 homens. As mesmas mulheres que se sentiam atraídas por odores geneticamente distintos de si passaram a gostar dos cheiros parecidos logo depois que começaram a tomar os hormônios.


G1


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Tortura e Terrorismo




















“Com razão tem sido sustentado que a prática de tortura não é limitada a algum específico sistema político ou regime, a determinada cultura ou religião, ou situação geográfica, desde as eras primitivas da história da humanidade” (prof. dr. Dionísio Spinellis, da Universidade de Atenas).

Destaco a universalidade da prática e a nenhuma exceção aos diferentes regimes. Seu irmão xifópago, o terrorismo, nasceu, como prática política, já no mundo moderno, a partir de Robespierre e seu “reino do terror”. Derivou, na história contemporânea, para a monstruosidade dos Estados totalitários, bem assim dos grupos terroristas da segunda metade do século 20, empenhados em abalar e derrubar regimes burgueses. Che Guevara deles discordou em seu manual Guerra de guerrilha, “porque perdem o apoio popular”. Ao contrário, Carlos Marighella defendia o terrorismo como forma de luta na guerrilha.

Na Constituinte de 1987 — 1988 a esquerda, sobretudo o PT, que abrigara terroristas anistiados, bateu-se pela condenação da tortura como crime hediondo. Nós, no plenário, Roberto Campos inclusive, aprovamos a emenda. A seguir, considerando igualmente hediondo o terrorismo, propusemos condená-lo também. Encontramos forte oposição de petistas seguidores de Carlos Marighella na luta armada, apologista dos seqüestros, atentados a bomba, assaltos de bancos e assassínios. Hoje, tortura e terrorismo estão no artigo 5º da Constituição, ambos considerados crimes inafiançáveis e desmerecedores de anistia.

Quando leio que o ministro Paulo Vannuchi declara publicamente que a Lei da Anistia deveria ser revogada, para que se punam os que, na luta armada contra os comunistas, ele atribui haverem torturado, dou-lhe o troféu de coerência. Revejo o plenário da Constituinte em 1987, quando discutíamos os direitos e deveres individuais e coletivos. Recordo a dicotomia no julgamento da tortura e do terrorismo.

O ministro dos Direitos Humanos foi da Aliança Libertadora Nacional liderada por Carlos Marighella cuja bíblia era o seu Manual do guerrilheiro urbano. Militante que foi da ALN, tem o dever de ser contra a tortura, mas não contra o terrorismo, cuja prática absolve ideologicamente como arma legítima de luta armada. De resto, a primeira ação da luta armada foi o atentado terrorista, em 1966, do Aeroporto Guararapes, no Recife. Estava lotado, não só de correligionários da Arena, que iam receber o general Costa e Silva, eleito indiretamente presidente da República. Anunciado que ele vinha de Aracaju por terra, a maioria dos presentes já se retirara quando a bomba explodiu. Matou cinco, feriu dezenas de inocentes. Três bombas mais falharam em pontos da cidade. O ministro Vannuchi é coerente com seu passado e hoje trata, no governo, dos Direitos Humanos, assimetricamente, o que lhe é muito adequado.

Khruschev, em seu discurso histórico no XX Congresso do Partido Comunista soviético, de 1956, comprovou, como comunistas leais haviam sido, no XVII Congresso do Partido, objeto de acusação forjada de “inimigos do povo” (o mais grave dos crimes), presos e submetidos a “brutais torturas” para assinarem confissão do crime que não haviam cometido. Um julgamento comprometido com Stalin e a NKVD os sentenciou à morte, o que levou a um genocídio entre 1937 e 1938.

Dos 139 candidatos ao Comitê Central, 98 foram mortos, vítimas de “culpas fabricadas”; e de 1966 delegados, 1.108 deles foram assassinados. Um dos mais qualificados disse ao fim do julgamento: “Reconheço que esta assinatura é verdadeira, mas não o é qualquer palavra dessa falsa confissão”. As torturas não acabaram depois da morte de Stalin. Não. Quando em 1968 os tanques soviéticos esmagaram a Primavera de Praga, os torturadores vieram da União Soviética para torturarem os tchecos presos.

Fidel imitou Stalin. Armando Valladares, jovem guerrillheiro desde Sierra Maestra, católico praticante, porque discordou verbalmente da adesão de Fidel ao comunismo em 1961, foi preso. Nas várias prisões, foi torturado e nelas sofreu 21 anos, até que, a pedido de Mitterrand, foi libertado. Em seu livro Contra toda a esperança, descreve as brutais torturas que sofreram todos os presos, desde simulação de fuzilamento à limpeza do excremento acumulado numa só latrina para muitos detidos, que um deles, aleatoriamente, tinha de desentupir com a mão nua. Lula, hóspede do Dops de Romeu Tuma por 30 dias, cavalheirescamente tratado, cometeu a repulsiva injustiça de chamar Valladares de “picareta”.

Nossos guerrilheiros treinaram em Cuba e na China de Mao, onde a tortura era a norma desde Stalin. Hoje mentem, dizendo que fizeram uma “resistência democrática”. É falso. Quem o afirma é um deles: Daniel Aarão Reis Filho, que foi preso e exilado. Em entrevista publicada, disse que essa versão surgiu para fortalecer a campanha da anistia. “Seu objetivo era implantar uma ditadura revolucionária.” Que moral têm para acusar aqueles que têm, na consciência, a mancha indelével da tortura?

Fonte: Correio Braziliense - 05/08/2008


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12/08/2008

Imagine

A música Imagine, dos Beatles, virou um hit contra o aquecimento global. A letra foi adaptada por um grupo de ambientalistas e virou clipe na internet. O vídeo é um dos mais vistos deste mês no YouTube. Vale a pena mesmo para quem não entende inglês. O primeiro trecho, a seguir:

“Imagine se o aquecimento global não existisse,
Que foi tudo uma grande mentira.
E o CO2 não é um poluente
Os ursos polares não vão morrer…”
Luciana Vicária

++++++

Tem se transformado em piada o cancelamento de alguma conferência sobre o “aquecimento global” por causa de uma nevasca ou coisa parecida.


Mas a histeria não é piada – e criar histeria é a mais importante atividade daqueles que se aproveitam da “crise” do aquecimento global.


Eles mobilizam pessoas semelhantes a si mesmos para uma variedade de ocupações, os chamam de “cientistas” e então alegam que “todos” os experts concordam sobre a crise do aquecimento global.


O maior argumento é de que não há argumento.


Toda uma indústria tem surgido dos indivíduos que conseguem fundos para pesquisa, das agências governamentais reguladoras, dos políticos que desejam publicidade e dos indivíduos indignados que desejam algo com que se indignarem. Há também os professores que conseguem, com isso, algo sobre o que falar nas salas de aula em vez de lecionar.


Aqueles que se preocupam em verificar os fatos, não raro, descobrem que nem todos os que são chamados de cientistas são, realmente, cientistas, e nem todos aqueles que são cientistas são especialistas em clima. Mas quem se preocupa em verificar os fatos hoje em dia?


Uma nova e diferente conferência sobre o aquecimento global ocorrerá em Nova York, sob o patrocínio do Heartland Institute, de 2 a 4 de março – se o clima permitir.[*]


Seu título é “Conferência Internacional sobre Mudança Climática”. Seu subtítulo é “Aquecimento Global: Verdade ou Fraude?”. Dentre os presentes estarão professores de climatologia, cientistas de outros campos e diferentes profissionais.


São cientistas e professores de universidades da Inglaterra, Hungria e Áustria, como também de universidades dos EUA e Canadá. Dentre vários dignitários, estará presente o presidente da República Tcheca.


Serão 98 palestrantes e 400 participantes.


O tema da conferência é que “não há nenhum consenso científico sobre as causas ou as possíveis conseqüências do aquecimento global”.


Muitos dos participantes na conferência são indivíduos que já expressaram ceticismo tanto sobre as explicações prevalecentes sobre as alterações climáticas, quanto sobre as ousadas previsões a respeito das alterações futuras.


Entre os céticos se incluem os autores de livros como Unstoppable Global Warming: Every 1500 Years [Aquecimento Global Interminável: A cada 1500 anos], escrito por Fred Singer e Denniss Avery, ou Shattered Consensus [Consenso Destruído], editado por Patrick J. Michaels.


Essa será uma das raras oportunidades para a mídia ouvir o outro lado da história – para aqueles jornalistas fora de moda que ainda acreditam que seu trabalho é informar o público, em vez de promover uma agenda.


O subtítulo da conferência – “Aquecimento Global: Verdade ou Fraude?” – é também o título do programa do canal de TV britânico que está agora disponível em DVD nos EUA. É um devastador desmascaramento da histeria atual sobre o “aquecimento global”.


Ninguém nega que há uma coisa chamada efeito estufa. Se não houvesse, o lado do planeta que não estivesse voltado para o sol congelaria toda noite.


Não há também muita controvérsia sobre as medições de temperatura. O que está fundamentalmente em questão são as explicações, implicações e extrapolações dessas medições de temperatura.


O argumento daqueles que dizem que estamos rumo a uma crise de aquecimento global de proporções épicas é que as atividades humanas que geram dióxido de carbono são o fator-chave responsável pelo aquecimento que tem acontecido recentemente.


O problema com esse raciocínio é que as temperaturas subiram e, só então, os níveis de dióxido de carbono subiram. Alguns cientistas dizem que o aquecimento causou a elevação dos níveis de dióxido de carbono, em vez do contrário.


Muitos fatores naturais, incluindo-se variações da quantidade de calor fornecido pelo sol, podem causar o aquecimento ou resfriamento da Terra.


O maior problema é que tudo isso se transformou numa cruzada em vez de se constituir um esforço lógico baseado em evidência. As pessoas têm interesses específicos muito grandes para arriscarem a jogar os dados, o que é, em última análise, equivalente a recorrer às evidências.


Aqueles que têm um grande interesse na histeria do aquecimento global provavelmente não participarão da conferência em Nova York e, infelizmente, isso inclui a maior parte da mídia.


Thomas Sowell no MSM


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11/08/2008

O IMPÉRIO DO BEM




















O passado é um farol a iluminar o presente. Para entendermos os acontecimentos de hoje devemos iluminá-los com a sabedoria da História.

Quem é analfabeto em História, como a imensa maioria de intelectuais e jornalistas, por falta de perspectiva para analisar o mundo de hoje disparam asneiras mil que são assimiladas pela população como verdades eternas.

Exemplo do efeito deletério deste tsunami de desinformação é o ódio aos Estados Unidos, que impera em quase todos os países do mundo, principalmente os subdesenvolvidos da América Latrina e do mundo islâmico.

Os Estados Unidos são o país mais bem sucedido de todos os tempos, sob todos os pontos de vista, detentor de quase 300 prêmios Nobel e um PIB de cerca de treze trilhões de dólares. Um assombro! Um operário americano ganha, por hora, mais do que um operário cubano ganha por mês. Padrão de vida é dignidade. Miséria, como em Cuba, é indignidade!

A acusação de “imperialismo” é a maior mentira de todos os tempos, divulgada por Marx em 1848 e deste então repetida por idiotas de todos os calibres. Os Estados Unidos salvaram o mundo em duas guerras mundiais e não incorporaram nem um metro quadrado de território, exceto o “necessário para enterrar nossos mortos”, como declarou o General Mark Clark. Realmente imperialista foi a União Soviética, que ocupou, com os tanques, dezenas de países, levando-os todos à falência, depois de escravizar, torturar e assassinar cerca de cem milhões de vítimas. A URSS seguiu, com sucesso, o mandamento de Lênin: “Acuse seus inimigos daquilo que você faz, rotule-os daquilo que você é”. Neste diapasão, acusar os Estados Unidos de “imperialistas” não passa de uma tática leninista, que funcionou graças a ignorância e burrice da opinião pública.

Como declarou François Miterrand a Ronald Reagan: “Os Estados Unidos são um país generoso”. São o único país do mundo a aceitar imigrantes e conceder-lhes, de pronto, cidadania plena. Ao contrário da União Soviética, que sugou impiedosamente o sangue de dezenas de colônias incorporadas ao seu gigantesco império de 21 milhões de quilômetros quadrados, os Estados Unidos reergueram seus antigos inimigos, como a Alemanha, o Japão, a Itália, hoje entre as nações mais ricas do mundo. Os Estados Unidos, ao contrário da União Soviética, nunca invadiram nenhum país, com pretensões territoriais. Durante a Segunda guerra mundial salvaram também a União Soviética, fornecendo, via Porto de Murmansk, uma quantidade fantástica de ajuda militar, de alimentos e até uniformes, um fato que os comunas preferem ignorar e, cretinamente, têm a petulância de dizer que foram eles que ganharam a Segunda Guerra Mundial.

Quando ocorrem cataclismos, em qualquer país, a ajuda americana é a primeira a chegar, sem alarde. Nunca soube de nenhuma ajuda soviética, pois os vermelhos só mandam tanques, para ocupar, como fizeram na Hungria, na Alemanha Oriental, na Checoslováquia, no Afeganistão. Fizeram de tudo para submeter todo o mundo, e não faltaram traidores, no Brasil, para ajudá-los, em 1935, 1964 e 1968. Esses traidores hoje estão no poder, furtando bilhões de reais como indenizações, por terem tentado entregar o Brasil à sanha dos soviéticos. Mereciam corte marcial!
Os Estados Unidos NÃO são um país guerreiro. Como “polícia” do mundo, envolveram-se em várias guerras, sempre combatendo países totalitários e continuam se armando, pois é perigoso ignorar a hostilidade de tantos países que se preparam para destruir os Estados Unidos, como Irã, Venezuela, Síria, Coréia do Norte e China. A barbárie impera em todos os países totalitários, que só pensam em guerras de conquista.

Pessoas esclarecidas amam ou, pelo menos, admiram os Estados Unidos. No entanto, tanto a opinião pública mundial quanto os nanocéfalos da burritzia brasileira odeiam os Estados Unidos e entoam loas aos bárbaros comunistas que exploraram tantas nações e deixaram, todas elas, em escombros. É isto que desejam para o Brasil?

Analisando o passado podemos decifrar este mistério. Desde priscas eras os humanos se organizaram em tribos ou nações, sempre dominadas por um macho dominante e uma quadrilha repleta de privilégios (nobres, Nomenklatura, políticos, etc.), além da massa ignara, que trabalha, paga impostos e serve de bucha para canhão nas constantes guerras. Desde sempre o barbarismo bélico sempre foi a obsessão de todas as nações totalitárias e teocráticas. O objetivo, conquistar território, é um arquétipo que pode ser traçado desde os bandos de predadores nas savanas africanas.

Enxergando a História como o império das trevas, perceberemos que a pequena luz da democracia (o contrário do totalitarismo) começou a tremeluzir na maravilhosa Grécia Clássica, séculos antes de Cristo. A partir do obscurantismo da Idade Média, quase se apagou, restando as brasas nas mãos dos sábios do Império Bizantino.

Aos poucos a cultura pagã dos gregos, voltada para este mundo e não para um suposto futuro após a morte, voltou a ser cultivada na Europa, enfrentando as máquinas de tortura dos dominicanos e as piras sagradas da Inquisição. O obscurantismo medieval aos poucos foi sendo derrotado por movimentos individualistas, minando as bases do coletivismo religioso, como o Humanismo, a Renascença, o Protestantismo e, finalmente, o Iluminismo, cuja face política é a democracia e a face econômica o capitalismo.

O Iluminismo, que derrotou o absolutismo monárquico e o obscurantismo católico, nasceu na Inglaterra e na França, porém atingiu a maioridade nos Estados Unidos, um país fundado baseado em seus princípios, como o individualismo, a liberdade, a democracia, o capitalismo e a igualdade perante a lei. Acima de tudo, no Estado de Direito, o Império da Lei e não dos machos dominantes.
A adoção dos princípios do Iluminismo resultou no país mais bem sucedido de todos os tempos, dis-pa-ra-do, enquanto outros países, ainda agarrados a religiões atrasadas e coletivistas, tais como o islamismo e o comunismo, só colheram fracassos. Não fora o petróleo, os árabes estariam ainda vivendo sob tendas no deserto, como há milhares de anos, pois acham que tudo que vale à pena saber está no Corão...

Dentro deste contexto, não precisamos procurar explicações profundas e sofisticadas para entender o ódio que praticamente o mundo todo nutre aos Estados Unidos. O motivo é muito simples: inveja! Simplesmente inveja! A inveja é uma doença terrível, que corrói as entranhas dos invejosos que, não sabendo construir, dedicam-se a destruir, como Bin Laden, terroristas e comunistas de todos os gêneros.

A defunta União Soviética tentou igualar-se aos Estados Unidos, não por meio de recompensas, como no capitalismo, mas pelo terror. Fracassou, depois de torturar e assassinar mais de sessenta milhões de vítimas. A China, adotando o capitalismo a prestações, também quer igualar-se aos Estados Unidos. Os países Europeus, no mesmo diapasão, fizeram a comunidade européia de nações (os “Estados Unidos da Europa”). O boçal do Hugo Chávez, que baba de inveja dos Estados Unidos, junto com Lula, Fidel Castro, Evo Morales e outros nanocéfalos, querem organizar a República Bolivariana, também com vistas a enfrentar os Estados Unidos. Na melhor das hipóteses, terão o mesmo destino da União Soviética. São tão idiotas que desejam alcançar esse objetivo por meio do socialismo (de fato, comunismo). A inveja não é boa conselheira. Como sentenciou o filósofo George Santayana: quem não conhece a História está condenado a repeti-la.

Estátua da Liberdade


A missão histórica dos Estados Unidos consiste em combater o totalitarismo, difundir a democracia e promover a paz (trocando-a pelo comércio), como simbolizado pela Estátua da Liberdade, presente dos iluministas franceses ao povo dos Estados Unidos. O título original da Estátua da Liberdade era: “A Liberdade iluminando o mundo”. A tocha na mão direita simboliza o Iluminismo e a democracia, que deverão ser irradiadas para os sete continentes, representados pelas sete pontas na cabeça da estátua. Com o pé direito a “liberdade” esmaga os grilhões rompidos do absolutismo e do obscurantismo medieval e, finalmente, na mão esquerda, exibe um livro representando o Estado de Direito: leis escritas e consensuais, em vez do arbítrio dos tiranos. O resto, é barbárie.
Huascar Terra Vale





















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REPÚBLICA DO MENSALÃO




























Demagogia / Populismo /Sindicalismo
Revolução em Marcha



“Não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança. Não fortalecerás os fracos por enfraqueceres os fortes. Não ajudarás o assalariado se arruinares aquele que o paga. Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes. Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos. Não poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado. Não evitarás dificuldades se gastares mais do que ganhas. Não fortalecerás a dignidade e o ânimo se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade. Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.”
ABRAHAM LINCOLN(1809-1865)



Retirei a citação acima do livro “1964 – A Revolução Injustiçada”, escrito pelo Coronel Aviador Gustavo O. Borges, por ser bastante esclarecedora a respeito da ação nefasta que vem sendo desenvolvida pelo PT em relação a nossa Pátria. Ora, para os mais atentos com o desenrolar da política, o que ocorre hoje no Brasil é exatamente o que acima está transcrito. E estes têm consciência, que de uma maneira geral, os atuais dirigentes políticos do País nunca primaram pela dedicação ao trabalho e a única meta pretendida pelo atual Executivo e seu partido é estabelecer no Brasil uma ditadura do proletariado(comunismo).
Sob a liderança e coordenação direta do Sr. Luís Inácio Lula da Silva, que tem grande habilidade para recrutar adeptos para o seu projeto de poder, o governo do Partido dos Trabalhadores ocupou todos os postos políticos e vitais da Nação.
O projeto é simples. A pressão de cúpula já está convenientemente testada, inclusive com a manipulação de políticos corruptos do PT e demais partidos da base aliada que apenas pensam em seus projetos próprios.
Assim, no momento em que a cúpula revolucionária julgar oportuno, o desencadeamento da pressão de base será ativado. Nesta área vários testes também estão sendo realizados com invasões admitidas de propriedades privadas e, até mesmo, do governo e muitas das vezes encorajadas de maneira subliminar pelas autoridades governamentais, citando-se como exemplo o Presidente da República colocar em palácio o chapéu do MST na cabeça e, também, ignorando a necessidade de fazer cumprir a Lei em muitos casos semelhantes e recentes.
Exemplos? Dentre tantos, cito apenas a invasão do Congresso sob a liderança de amigo particular do Sr. Lula, o já tão conhecido pelas suas ações nefastas contra o País, Sr. Bruno Maranhão.
Mas se na área econômica o governo do PT vem obtendo alguns êxitos, em parte conseqüência da atual situação econômica mundial, tem sido na área política que sob a batuta direta de Lula da Silva o PT tem realmente brilhado. Não há como negar que desde que era dirigente sindical Lula sempre agiu , maquiavelicamente, jogando uns contra os outros, fazendo-os e, ainda, as organizações que dirigiam, obedientes aos seus interesses ideológicos e pessoais. Certamente aprendeu demagogia, populismo e como liderar o sindicalismo com Getúlio Vargas, João Goular e Leonel Brizola. Lula morde e sopra. Bate pela manhã no ferro, mas a tarde bate na ferradura. Jura não fazer algo, mas depois faz.
Hoje, pela Constituição de 1988 não é possível uma terceira eleição de Lula, como também não era possível a reeleição de Fernando Henrique Cardoso(FHC). Mas na de 1934 também não era e Getúlio deu o seu “jeitinho” em 1937, o que também fez (FHC) em 1997 . Eram os detentores do poder como o é hoje o Sr. Lula, aquele que tudo fez, mandou fazer e com tudo concordou. Mas nada sabia, nada viu ou ouviu. Quando é de seu interesse silencia! Temos aí como exemplos os gastos com os cartões de crédito da Presidência, que por serem mantidos em sigilo estão sob suspeita de estarem sendo gastos com despesas pessoais de Lula e seus familiares.
Em seu governo foram criados, desnecessariamente, vários ministérios com o objetivo de dar emprego aos seus apadrinhados, tudo pago com o nosso dinheiro. Também foi criada a república do mensalão que fez arrepiar e escandalizar os até então PCs Farias da vida. E Lula de maneira patética afirma que “fui traído” . É a tentativa de escapar da responsabilidade. Não pratiquei a ação. Eu a sofri, ou seja, nada tenho com o que está acontecendo! Caixa 2, compra de votos para implantar por intermédio do Congresso o comunismo no País, evasão de divisas, pagamento de mensalões, vale-família, vale-fome, corrupção ativa? Estou fora! Foi outro! Quem ? Sei lá quem.
Esquece-se Lula – de maneira proposital — que é ele quem tem a caneta na mão e deveria dar sempre a última palavra. Mas esta atitude ele nunca toma pois é assim que sabe agir. Foi tanta corrupção que pouco antes do término do primeiro mandato, o PT estava esfacelado. Muitos militantes importantes o abandonaram. Mas ele ressurgiu das cinzas e se reergueu, porque sua militância é fanática e sabe o que quer, enquanto que muitos que deveriam se opor a esta situação de podridão fingem não se aperceber da gravidade dos fatos.
As Forças Armadas estão sucateadas e seus componentes com vencimentos irrisórios em relação a outras categorias. Enquanto tudo isto ocorre, o Presidente da República autorizou e prestigiou com sua presença o lançamento do que deveria ser um livro, mas que não passou de um artifício para distorcer a história recente do País, tudo pago com o imposto do contribuinte. Uma afronta a Nação! Uma vergonha nacional com a qual você e eu colaboramos.






















Lula, o PT e os partidos da base aliada, sem nenhum escrúpulo estão se movimentando para, por intermédio de um golpe branco na Constituição, emplacarem um terceiro mandato. O quadro é preocupante, porque sendo Lula mais uma vez eleito, ele e seus companheiros de viajem continuarão adotando a política da compra das mentes daqueles que compõem o Legislativo, o Judiciário e o Executivo, este, já totalmente infiltrado, tudo com o objetivo de implantar a ditadura do proletariado no Brasil. Para tanto, aí está o braço armado do PT constituído pelo MST, MLST, CUT e várias outras organizações.
Na atualidade, por intermédio da Internet, muitos brasileiros já se convenceram de que os comunistas aninhados no Partido dos Trabalhadores(será mesmo de trabalhadores?) e muitos corruptos vêm se especializando em se locupletarem as custas do patrimônio público. De forma pseudo-legal, mas amoral, se enriquecem por meio de indenizações faraônicas, mensalão, sanguessugas e outros modelos que lesam o erário público. Entendo ser a Internet, no momento, o único meio que possuímos para atuarmos em defesa da democracia. Mas estamos necessitando de muito mais.
Vou repetir o que já escrevi em outro momento. Nós, verdadeiramente democratas, civis e militares, já não podemos continuar apenas trocando e-mail. Temos que comparecer diante de nossos representantes, estejam eles na caserna, no Congresso, na Justiça e em outros setores da vida nacional e exigir posicionamentos claros e precisos. Não se trata de fazer nenhuma revolução. Trata-se, isto sim, de mostrar aos nossos representantes que eles estão nos cargos para, por intermédio de palavras e ações, nos defender , defender as Forças Armadas, o Congresso Nacional, a Justiça e o Brasil e, nunca, seus interesses particulares como vem ocorrendo na maioria das vezes no atual momento político brasileiro.
São muitos os profissionais da imprensa que estão denunciando o caos que ai está, mas de forma independente. Teriam eles como se organizarem por cidades, estados, realizarem palestras em faculdades e em outros ambientes? E os clubes militares( Marinha, Exército e Aeronáutica) com suas representações na maioria dos estados brasileiros? Esses clubes têm tradição nos vários episódios importantes da vida política nacional brasileira. O Clube Militar, por exemplo, possui 44.000 sócios que poderiam ser incentivados a estudar toda está questão e se posicionarem. Ou não? E muitas outras categorias poderiam ser citadas. É preciso que se criem caixas de ressonâncias sobre estes fatos e muitos outros.

Repito! Não se trata de fazer revolução porque esta já esta em marcha pelo Partido dos Trabalhadores, com o objetivo de implantar a ditadura do proletariado em nosso País. Trata-se, isto sim, de retermos o seu avanço como ocorreu em 1964.


Cel. Aluísio Madruga de Moura e Souza

Autor dos livros : Guerrilha do Araguaia – Revanchismo – A Grande Verdade
e Documentário – Desfazendo Mitos da Luta Armada
Pedidos: guearaguaia@uol.com.br


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A Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos

















A Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos é sem dúvida a maior entre as mais de 200 (duzentas) festas do peão que acontecem todos os anos nos municípios do interior paulista, sendo decisiva para se diversificar a parte econômica da região de Barretos. A festa do peão é causadora de um grande número de empregos diretos e indiretos, e ao longo do tempo é condição essencial de através da mídia ser fonte geradora de divulgação da representação da cidade .

Foi a partir do acontecimento de Barretos que se começou a determinar de maneira organizada as festas de peão de boiadeiro no Brasil. O rodeio caracteriza-se pela sua união com o personagem do peão, presença autêntica da idéia do rodeio, que sustenta a opinião de cada espectador, com manifestações de ousadia, desenvoltura, sentimento e entusiasmo.

Com a grandiosidade desta tradicional festa do peão e diante dessa configuração histórica do acontecimento de Barretos, a nossa cidade transforma-se em um centro gestor de implicações inovadoras de ações culturais, relacionadas ao lazer em diferentes âmbitos.

Pela grandiosidade desta festa, mundialmente conhecida, nota-se a necessidade de pesquisas relacionadas ao ensino no sentido de vincular estudos na área de planejamento de eventos, com o aproveitamento de considerações de gerenciamento no campo de eventos de lazer e, também aproximar as possíveis áreas de atuação do profissional gestor de planejamento em eventos relacionados a esse grande acontecimento que já é conhecido mundialmente. O Turismo tem-se tornado a principal oportunidade para novos negócios em Barretos. A tradicional Festa de Peão de Boiadeiro, que neste ano realiza sua 50ªedição, atrai visitantes de todo o país e do exterior e se realiza numa arena projetada por Oscar Niemeyer, com capacidade para 35 mil pessoas. A cidade possui estrutura para recepcionar o turista com hotéis e pousadas, além do comércio diversificado. O evento da Festa do Peão acontece de maneira abrangente, mobilizando com sua estrutura as diferentes atividades econômicas regionais e interatuando sobre toda a sociedade.



















A Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos abre novas perspectivas sociais como resultado do desenvolvimento econômico e cultural da região; integra socialmente e incrementa a consciência econômica e cultural; desenvolve a criatividade em vários campos, promove o desenvolvimento social e econômico da região, preservando o seu patrimônio cultural e natural, respeitando as especificidades culturais e ambientais do local.

O Rancho do Peãozinho, um ponto desenvolvido para as crianças até 12 anos, é um espaço de 30 mil m² onde os visitantes mais jovens podem ver touros, jacarés, cobras, lagartos e algumas aves raras.

A Festa do Peão de Boiadeiro teve início em 1955 e foi o primeiro acontecimento do estilo efetivado na América Latina. Até meados de1960 a festa era realizada em dois dias. Já nessa época o rodeio era a atração principal. Nos anos 1980 a festa se concretizou como o maior acontecimento country do Brasil. Em 2001 foi instituída a Primeira Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Peões de Rodeio. Em abril de 2001 foi instituída a lei 10.220/2001, que considera o peão de rodeio um atleta profissional.

Hoje, a área da festa foi aumentada de 1,3 para mais de dois milhões de metros quadrados. Mais de um milhão de pessoas devem visitar a cidade durante os dias de festa, que este ano poderá entrar para o Guinness Book.
Pesquisas: site dos independentes

Autora: Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos
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BARRETOS 2008




















ANDRÉ VENDRAMI
do Agora - FSP


A festa do Peão de Boiadeiro transforma o mês de agosto em uma verdadeira balada para a cidade de Barretos (a 422 km de SP). O evento, considerado o maior do gênero na América Latina, é tão famoso que, desde janeiro, os hotéis da cidade começaram a receber pedidos de reserva.

Faltando menos de um mês para o início da 53ª edição da festa, que vai do dia 21 ao 31, o parque do Peão já se prepara para receber cerca de 800 mil visitantes.

O complexo montado possui cerca de 2 milhões de metros quadrados e abrigará mais de cem shows. As atrações vão reunir cantores famosos e artistas regionais. Ao todo, durante todo o mês de agosto, o evento vai gerar 5.000 empregos diretos e mais 20 mil indiretos.

A área VIP do parque dá aos visitantes o direito de curtir desde os rodeios até as apresentações. Também dá acesso a uma praça de alimentação própria, cadeiras nas arquibancadas e sanitários exclusivos. Os pagantes poderão, ainda, ir às baladas mais concorridas da festa. Para desfrutar dessas regalias, é preciso desembolsar R$ 500 (o preço pode chegar a R$ 700 com a proximidade do evento). É possível comprar entrada para apenas um dia. O preço varia entre R$ 70 e R$ 200.

É na feira comercial que acontece durante todo o evento que se tem uma idéia do que a festa significa para o mercado. Lá, é possível comprar de lembranças a caminhonetes importadas.

Tradicional reduto do melhor da música sertaneja e de artistas de sucesso, a festa do Peão de Boiadeiro de Barretos não deve decepcionar seu público neste ano. O evento contará com grandes nomes como Claudia Leitte e as duplas Victor & Leo, Bruno & Marrone e Zezé Di Camargo & Luciano.

A dupla sertaneja Fernando & Sorocaba se apresenta pela primeira vez em um dos palcos principais do evento. "A gente sempre desejou estar na maior festa do Peão. Estamos com o coração na mão. Barretos será um termômetro para medir a força da nossa dupla", conta, empolgado, Sorocaba.

"Trazer sempre novidades para o público é o nosso lema. No ano que vem, queremos uma atração internacional. Pensamos em trazer a cantora canadense Shania Twain", afirma Jerônimo Luiz Muzetti, presidente da organização festa

Atalho para a final

O vencedor do Barretos International Rodeo tem mais chances de ficar milionário nesta edição. Além de receber R$ 130 mil pela etapa brasileira, o campeão se classificará para a final do Professional Bull Riders, que acontece em Las Vegas (EUA), no mês de outubro.

O prêmio de melhor do mundo será de US$ 3 milhões. Até o ano passado, para chegar à última etapa era preciso ganhar também as etapas do circuito americano. Agora, Barretos é o passaporte direto.

A novidade faz parte das negociações para que o Brasil seja sede da Copa do Mundo de Rodeio em 2009. Neste ano, quem sedia é o México. Além das montarias em touro, o público poderá assistir a mais seis modalidades de provas, entre elas, a prova dos três tambores. No total, serão mais de 600 competidores.

Veja programação completa no site www.independentes.com.br/2008.


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Caixa de Pandora






















Há bem poucos dias, em Porto Alegre, a aplicabilidade da lei de anistia aos crimes de tortura foi discutida em um programa de tevê. Durante os debates, foi levada a efeito pesquisa interativa. O resultado de mais de um milhar de telefonemas mostrou 62% dos telespectadores contrários à abertura dessa caixa de Pandora, como muito acertadamente vem sendo designada a proposta em virtude do conjunto de males que pode desencadear. Eis um bom tema para reflexão.

Pelo agravo que faz à dignidade da pessoa humana, imagem e semelhança de Deus, a tortura é algo hediondo, que repugna toda consciência bem formada. É crime praticado por seres moralmente deformados, enfermos. No entanto, opor-se ao desejo do ministro da Justiça, que busca uma forma de entregar ao Poder Judiciário ou a algum Tribunal Internacional a investigação dos casos que tenham ocorrido durante o regime militar, não significa aliar-se aos torturadores. Significa permanecer aliado ao processo de pacificação política do país.

É bom lembrar. Já no fim dos anos 60 do século passado, exercida unilateralmente pela oposição, surgiu crescente pressão política pela concessão de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que tardaria uma década para ser conquistada. A lei dispondo sobre a matéria, saudada pela nação inteira, foi sancionada em 28 de agosto de 1979, abrangendo todos os crimes cometidos por motivação política, em qualquer banda do arco ideológico, a partir de 9 de abril de 1964 (data do Ato Institucional nº. 1). Segundo dados do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil - CPDOC - foram beneficiadas pela anistia 4650 pessoas, entre presos, cassados, banidos, exilados ou destituídos dos seus empregos. Por essa via, pacificou-se a nação e teve início a redemocratização.

A política não existe para promover conflitos, mas para os resolver. E a violência é a substituta da política quando ela fracassa em relação a esse objetivo. Foi o que aconteceu no Brasil nas lamentáveis circunstâncias em que se desenrolaram os primeiros anos da década de 60. A anistia, por outro lado, mostra que o inverso é verdadeiro: ela foi uma construção da política para a efetiva redemocratização do Brasil. Buscar brechas na legislação nacional ou em declarações conjuntas internacionais para investigar e punir crimes de tortura implica reacender animosidades, salgar feridas e revogar a conciliação. Mesmo que nada aconteça é pura imprudência com motivação escusa.

Se devessem ir aos tribunais os bandidos torturadores de vítimas que ainda vivem entre nós portando a trágica memória de seu suplício, indago: não cometeram outros crimes graves os assassinos de adversários ou (ainda pior) de inocentes que nada tinham a ver com as animosidades da época? Aonde nos levaria esse catálogo de barbaridades e respectivas ações regressivas? Onde iria parar a própria anistia? Seqüestrar aviões, ameaçar de morte centenas de pessoas seqüestradas, assaltar bancos, explodir bombas em aeroportos e instalações militares matando inocentes, executar uma pessoa apenas por ser de nacionalidade inglesa e outra por ser norte-americana, são crimes “políticos”?

Ninguém dentre os que atuaram na luta armada defendia a democracia. Os verdadeiros defensores desta agiram no campo aberto da política, conquistando a opinião pública para o restabelecimento do Estado Democrático de Direito. As organizações esquerdistas que pegaram em armas não produziram um único documento propondo a restauração do governo Goulart. Nem em sonhos! Para todos, a democracia era uma fragilidade da burguesia e o modelo de sociedade desejado era a ditadura do proletariado. Todos treinaram seus quadros em Cuba, China e URSS. Esses três países, como a história mostrou, contabilizaram dezenas de milhões de vítimas. Eram portadores de uma Caixa de Pandora infinitamente pior do que aquela que agora pretendem destapar, contanto, é claro, que a tampa não abra para o lado errado.
PERCIVAL PUGGINA


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O Homem Invisível


























Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, anunciaram que estão mais perto de criar um material que pode tornar objetos tridimensionais "invisíveis".



Os pesquisadores desenvolveram dois materiais que podem reverter a direção da luz em torno dos objetos, fazendo com que eles "desapareçam".



Os chamados meta-materiais não existem normalmente na natureza e foram criados em uma escala nano, medidos em bilionésimos de metro.



Eles são estruturas criadas artificialmente, com propriedades óticas que fazem a luz "se dobrar" de forma não natural.



Como a luz não é absorvida nem refletida pelo objeto, é possível vê-la por trás dele, iluminando o que normalmente estaria escondido por ele - tornando o objeto invisível.



Os pesquisadores explicam que o material funciona como "água passando em em torno de pedras".




Refração
Os meta-materiais têm propriedades de "refração negativa" - nos materiais naturais, o índice de refração é sempre positivo.



Refração é a passagem da luz por um objeto ou meio, na qual a velocidade da luz é alterada. Um bom exemplo é a passagem da luz através da água. A refração da luz na água faz com que as distâncias e tamanhos pareçam alterados.



Um dos meta-materiais é feito de metais e tem a estrutura semelhante a uma rede de pesca colocadas em várias camadas. Ele se torna transparente numa ampla gama de comprimentos de onda luminosa e reverte a direção da luz.



O outro usa minúsculos fios de prata dentro de óxido de alumínio poroso, colocados a uma distância mínima um do outro.



Por enquanto, os cientistas acreditam que a descoberta poderá ser usada em lentes microscópicas, mas eles afirmam que os princípios dos materiais poderiam ser aplicados em maior escala para criar "capas de invisibilidade" grandes o suficiente para esconder pessoas.



As pesquisas lideradas pelo cientista Xiang Zhang serão publicadas nesta semana nas revistas especializadas Nature e Science.



O estudo foi financiado pelo governo americano e poderá, um dia, ser usado em operações militares, fazendo, por exemplo, com que tanques desapareçam frente ao inimigo.



Material extraído DAQUI
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10/08/2008

Estupidez Auto-infligida



















A sã inteligência humana é como a boa poesia: é difícil dizer o que ela é, mas pode-se mostrar o que ela não é. Isso é assim não só porque o contraste desperta a intuição quase que automaticamente, poupando horas de explicações aproximativas, mas porque o número de maus exemplos é bem grande. Um fenômeno que se pode ilustrar com a maior facilidade – pois seu repertório de amostras é praticamente inesgotável – é que, onde entra a inversão revolucionária, mesmo em dose mínima, a inteligência se retrai e definha até ao ponto de desaparecer quase por completo. Pessoas que a natureza dotou de um cérebro normal e até de um QI apropriado aos mais altos vôos do espírito acabam, pela força do hábito culturalmente absorvido, descendo ao nível de uma estupidez anfíbia, incapazes de erguer os olhos para enxergar o lodaçal de vexames intelectuais em que rastejam.

O raciocínio de analogia, por exemplo, é um dos mais simples que existem, um dos primeiros que uma criança aprende. Praticamente todos os conhecimentos humanos nascem de alguma analogia, que, abrindo para o observador um leque de relações e articulações possíveis, lhe indica o caminho para transitar das meras semelhanças à identidade, aos nexos efetivos entre coisa e coisa. Só que, para isso, a analogia tem de ser razoável em si mesma, apropriada às formas e proporções do fato descrito. Uma analogia não é mera semelhança, é uma articulação lógica de semelhanças e diferenças. Semelhanças, até um protozoário percebe. O que um protozoário não pode fazer, o que nem animais relativamente hábeis como um gato ou um chimpanzé podem fazer, é notar que duas coisas são idênticas e diferentes ao mesmo tempo, conforme os vários ângulos abstrativos por onde se examinem. A capacidade de fazer isso, e de fazê-lo com grande exatidão, é uma das marcas distintivas da inteligência humana, é não só essa capacidade é uma das primeiras que se revelam nas crianças, como sua perda ou atrofia posterior é um desastre imensurável, capaz de arruinar os melhores cérebros ao ponto de condená-los à inépcia mais deplorável.

A propensão às analogias forçadas, impróprias, capengas, revela no seu autor a falta daquele senso imediato das formas e proporções, que é a base de todas as construções mais complexas da inteligência. Suprimida essa base, o que quer que se construa em cima não pode senão afastar-se cada vez mais da realidade, culminando enfim no “delírio de interpretação” descrito pelo dr. Paul Sérieux, onde a mera burrice se transfigura em demência explícita.

Quando digo que a inversão revolucionária produz esse efeito necessariamente, é porque há décadas venho colhendo amostras do fenômeno e hoje posso assegurar que, em certos ideólogos e tagarelas de profissão, a analogia forçada é não somente um obstinado vício de pensamento, mas o seu procedimento estilístico essencial e quase único, a chave da sua visão psicótica do mundo. Não hesito em enquadrar nessa categoria os srs. Frei Betto, Leonardo Boff e principalmente o dr. Emir Sader, do qual jamais li um texto que não fosse, de alto abaixo, pura analogia forçada.

Aos textos da sra. Eliane Cantanhede confesso que jamais prestei nenhuma atenção, até que um amigo me enviou o artigo “Chifre em cabeça de cavalo”, onde a autora esguicha analogias impróprias com tanta veemência, com tanta convicção emocionada, que sou levado a suspeitar que seu cérebro já não consegue articular semelhanças e diferenças com a precisão natural de uma criança de três anos.

Se o país pode dar asilo político ao ditador paraguaio Alfredo Stroessner, pergunta ela, por que não pode dá-lo também ao agente das Farc, Olivério Medina?

Notem bem. Uma analogia, toda analogia, por mais tosca que seja, tem uma séria razão de ser, uma “ratio analogandi”, como a chamavam os escolásticos. Ela não mostra uma semelhança direta entre coisas, mas uma semelhança entre semelhanças, formando uma estrutura matemática, uma equação do tipo a/b = x/y. Quer dizer que duas coisas são semelhantes entre si porque duas outras coisas, que de algum modo as explicam, também o são. Por exemplo, o leão está para os outros animais como o rei está para os súditos, ou (pausa para um comercial do meu bichinho de estimação), o English Mastiff está para os outros cães como o leão está para os gatos. Aí a “ratio analogandi” é a força, o poder descomunal.

Qual a “ratio analogandi” entre dois casos de asilo político? A lei de asilo político, é claro. Essa lei não quer saber se, de dois postulantes ao asilo, um é um anjo e o outro é uma peste ou se ambos são igualmente pestes, como aliás parece ser precisamente o caso dos exemplos citados. Tudo o que ela quer saber é (1) se são perseguidos nos seus países por motivos políticos e (2) se estão limpos perante a justiça brasileira. Admitamos, só para simplificar, que no primeiro quesito Stroessner e Medina sejam idênticos. No segundo não há comparação possível: o general pode ter feito tanta malvadeza no Paraguai quanto as Farc fizeram na Colômbia, mas nunca espalhou duzentas toneladas de cocaína no mercado brasileiro, nem deu armas e treinamento para o PCC sair pelas ruas matando nossos compatriotas. O problema não é o mal que os dois fizeram aos seus respectivos países, mas o mal que um deles fez – e o outro não fez – ao mesmo país ao qual pede asilo.

Mais adiante a sra. Cantanhede revela espanto ante a indignação de tantos brasileiros com o emprego público dado pela ministra Dilma Roussef à esposa do mesmo Olivério Medina. Então a coitada – pergunta a colunista – não teria o direito de trabalhar? Sim, é claro, todos têm o direito de trabalhar, mas nem todos têm o direito a um emprego público obtido, sem concurso, mediante a proteção de um companheiro de ideologia encastelado num cargo ministerial. Aí a única “ratio analogandi” é a confusão verbal da sra. Cantanhede, que mistura o direito ao trabalho com o direito a favores estatais, e os direitos dos cidadãos brasileiros com os direitos dos familiares de delinqüentes estrangeiros sob investigação.

Num artigo de vinte e poucas linhas, essa dose de analogias erradas já bastaria para ilustrar o que eu vinha dizendo. Mas a sra. Cantanhede não se contenta com meter o sorvete na testa, como o retardado mental daquela piada cruel: esfrega-o com força, para exibir controle motor. Os e-mails das Farc citando brasileiros, proclama ela, não provam nada, muito menos participação na guerrilha, em contrabando de armas e cocaína, exportação de revoluções. Deixo de lado este último ponto, porque aí não se trata de falsa analogia e sim de mentira pura e simples, uma habilidade que nem mesmo um cérebro arruinado como o da sra. Cantanhede jamais perde por completo. Exportar a revolução comunista a toda a América Latina foi e é a ocupação única, explícita e constante do Foro de São Paulo desde 1990, e para prová-lo não é preciso encontrar nenhum laptop na selva: dezoito anos de atas de assembléias e grupos de trabalho, sem contar vinte e um número da revista “America Libre”, não falam de outra coisa senão de revolução continental. Os detalhes registrados no laptop, aliás, não fazem nenhum sentido fora desse quadro. E é precisamente olhando-os fora dele que a sra. Cantanhede pode concluir que esses detalhes “não provam nada, muito menos participação na guerrilha, em contrabando de armas e cocaína”. Se ao construir cada uma de suas falsa analogias ela faz apelo a uma “ratio analogandi” deslocada, ao negar a existência de uma relação efetiva ela simplesmente dá sumiço à “ratio analogandi” existente, isto à, à conexão estratégica e tática entre os personagens envolvidos, daí tirando a conclusão maravilhosa de que dar proteção política ao crime não é crime, como se a essência mesma da subversão revolucionária não consistisse na articulação sistemática de política e crime.

Não, não pensem que eu esteja contestando a sra. Cantanhede. Não discuto com pessoas intelectualmente lesadas, mesmo quando são culpadas de infligir a lesão a si mesmas mediante o hábito continuado da inversão revolucionária. Limito-me a exibi-las ao público, como o dr. Charcot exibia histéricos e esquizofrênicos aos seus alunos no anfiteatro da Pitié-Salpêtrière. Com a diferença de que aqui não se trata de neurologia, mas de saúde pública: não espero que meus leitores se tornem médicos, mas apenas que se preservem de uma deformidade mental epidêmica. Essa deformidade, notem bem, não afeta as funções mais altas da inteligência, o raciocínio abstrato, a criação artística, o gênio matemático: afeta apenas a base humilde que todas elas têm na capacidade analogante, e assim transforma essas sublimes capacidades em instrumentos de estupidificação.
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 8 de agosto de 2008



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O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO



























* Roberto Campos

"Le livre noir du communismè". (Edições Robert Laffont. Paris, 1997), escrito por seis historiadores europeus, com acesso a arquivos soviéticos recém-abertos, é uma espécie de enciclopédia da violência do comunismo. O chamado "socialismo real" foi uma tragédia de dimensões planetárias, superior em abrangência e intensidade ao seu êmulo totalitário do entreguerra - o nazi-fascismo.

Ao contrário da repressão episódica e acidental das ditaduras latino-americanas, a violência comunista se tornou um instrumento político-ideológico, fazendo parte da rotina de governo. Essa sistematização do terror não é rara na História humana, tendo repontado na revolução francesa do século XVIII na fase violenta do jacobinismo, na "industrialização do extermínio judaico" pelos nazistas, e - confesso-o com pudor - na Inquisição Católica, que durante séculos queimava os corpos para purificar as almas.

O "Livre noir" me veio às mãos num momento oportuno em que, reaberto na mídia e no Congresso o debate sobre a violência de nossos "anos de chumbo" nas décadas de 60 e 70, me pusera a reler o "Brasil, nunca mais", editado em 1985 pela arquidiocese de São Paulo. Comparados os dois verifica-se que o Brasil não ultrapassou o abecedário da violência, palco que foi de um miniconflito da Guerra Fria, enquanto que o "Livre noir" é um tratado ecumênico sobre as depravações ínsitas do comunismo, este sem dúvida o experimento mais sangrento de toda a História humana. Produziu quase cem milhões de vítimas, em vários continentes, raças e culturas, indicando que a violência comunista não foi mera aberração da psique eslava, mas sim algo diabolicamente inerente à engenharia social marxista, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos e depois em vítimas.
A aritmética macabra do comunismo assim se classifica por ordem de grandeza - China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (dois milhões); Camboja (dois milhões); África (1,7 milhão, distribuídos entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnam (um milhão); Leste da Europa (um milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); Movimento Comunista Internacional e partidos comunistas no poder (dez mil).

O comunismo fabricou três dos maiores carniceiros da espécie humana - Lenin, Stalin e Mao-Tsé-Tung. Lenin foi o iniciador do terror soviético. Enquanto os czares russos em quase um século - 1825 a 1917 - executaram 3.747 pessoas, Lenin superou esse recorde em apenas quatro meses após a revolução de outubro de 1917.

Alguns líderes do Terceiro Mundo figuram com distinção nessa galeria de assassinos. Em termos de percentagem da população, o campeão absoluto foi Pol Pot, que exterminou em 3,5 anos um quarto da população do Camboja. Fidel Castro, por sua vez, é o campeão absoluto da "exclusão social", pois que 2,2 milhões de pessoas, equivalentes a 20% da população da ilha tiveram que fugir. Juntamente com o Vietnam, Fidel criou uma nova espécie de refugiados, os "boat people" - ou sejam, os "balseros", milhares dos quais naufragaram engordando os tubarões do Caribe.

A vasta maioria dos países comunistas é culpada dos três crimes definidos no artigo 6º do Estatuto de Nuremberg - crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a Humanidade.

A discussão brasileira sobre, os nossos "anos de chumbo" raramente situa as coisas no contexto internacional da Guerra Fria, a qual alcançou seu apogeu nos anos 60 e 70, provocando um "refluxo autoritário" no Terceiro Mundo.

Houve intervenções militares no Brasil e na Bolívia em 1964, na Argentina em 1966, no Peru em 1968, no Equador em 1972, e no Uruguai em 1973. Fenômeno idêntico ocorreu em outros continentes. Os militares coreanos subiram ao Governo em 1961 e adquiriram poderes ditatoriais em 1973. Houve golpes militares na Indonésia em 1965, na Grécia em 1967, e, nesse mesmo ano, o presidente Marcos impunha a lei marcial nas Filipinas e Indira Gandhi declaravam um "regime de emergência". Em Taiwan e Cingapura houve autoritarismo civil sob um partido dominante.




















O grande mérito dos regimes democráticos é preservar os direitos humanos, estigmatizando qualquer iniciativa de violá-los. Mas por lamentáveis que sejam as violências e torturas denunciadas no "Brasil, nunca mais", elas empalidecem perto das brutalidades do comunismo cubano, minudenciadas no "Livre noir". Comparados ao carniceiro profissional do Caribe, os militares brasileiros parecem escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio... Enquanto Fidel fuzilou entre 15 e 17 mil pessoas (sendo dez mil só na década dos 60), o número de mortos e desaparecidos no Brasil, entre 1964 e 1979, a julgar pelos pedidos de indenização, seria em torno de 288 segundo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e de 224 casos comprovados, segundo a Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça. O Brasil perde de longe nessa aritmética macabra.

Mao foi responsável pela morte de 70 milhões de chineses. Ele foi totalmente imoral.

Os jovens chineses acreditam que Mao foi um grande herói que cometeu alguns erros ... Alguns aspectos da ditadura continuam em voga A liberdade de expressão é um deles. A internet é hoje controlada. Eles têm uma lista de nomes que são bloqueados.

Mao sabia a importância da informação.

Jung Chang – Autora do "best-seller": Mao – A história desconhecida (Estado de Minas / 22.nov.06)


Em 1978, quando em nosso Congresso já se discutia da "Lei da Anistia", havia em Cuba entre 15 e 20 mil prisioneiros políticos, número que declinou para cerca de 12 mil em 1986. No ano passado, 38 anos depois da Revolução de Sierra Maestra, ainda havia, segundo a Anistia Internacional, entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos na ilha. Em matéria de prisões e torturas, a tecnologia cubana era altamente sofisticada, havendo "ratoneras", "gavetas" e "tostadoras". Registre-se um traço de inventividade tecnológica - a tortura "merdácea", pela imersão de prisioneiros na merda.

Não houve prisões brasileiras comparáveis à La Cabaña (onde ainda em 1982 houve cem fuzilamentos), Boniato, Kilo 5,5 ou Pinar Del Rio. Com estranha incongruência, artistas e intelectuais e políticos que denunciam a tortura brasileira visitam Cuba e chegam mesmo a tecer homenagens líricas a Fidel e a seu algoz adjunto Che Guevara. Este, como procurador-geral, foi comandante da prisão La Cabaña, onde nos primeiros meses da revolução ocorreram 120 fuzilamentos (dos 550 confessados por Fidel Castro), inclusive a execução de Jesus Carreras, guerrilheiros contra a ditadura Batista, e de Sori Marin, ex-ministro da Agricultura de Fidel. Note-se que Che foi o inventor dos "campos de trabalho coletivo", na península de Guanaha, versão cubana dos "gulags soviéticos" e dos "campos de reeducação" do Vietnam.

A repressão comunista tem características particularmente selvagens. A responsabilidade é "coletiva", atingindo não apenas as pessoas, mas as famílias. É habitual o recurso a trabalhos forçados, em campos de concentração. Não há separação carcerária, ou mesmo judicial, entre criminosos comuns e políticos. Em Cuba, criou-se um instituto original, o da "periculosidade pré-delitual", podendo a pessoa ser presa por mera suspeita das autoridades, independentemente de fatos ou ações.

















Causa-me infinda perplexidade, na mídia internacional e em nosso discurso político local, a "angelização" de Fidel e Guevara e a "satanização" de Pinochet. Isto só pode resultar de ignorância factual ou de safadeza ideológica. Pinochet foi ditador por 17 anos; Fidel está no poder há 39 anos. Pinochet promoveu a abertura econômica e iniciou a redemocratização do país, retirando-se após derrotado em plebiscito e eleições democráticas, como senador vitalício (solução que se imitada em Cuba facilitaria o fim do embargo). Fidel considera uma obscenidade a alternância no poder, preferindo submeter a nação cubana à miséria e à fome, para se manter ditador. Pinochet deixou a economia chilena numa trajetória de crescimento sustentado de 6,5% ao ano. Antes de Fidel, a economia cubana era a terceira em renda por habitante entre os latino-americanos, e hoje caiu ao nível do Haiti e da Bolívia. O Chile exporta capitais, enquanto que Fidel foi um pensionista da União Soviética e agora, para arranjar divisas, conta com remessas de exilados, e receita de turismo e prostituição. Em termos de violência, o número de mortos e desaparecidos no Chile foi estimado em três mil, enquanto que Fidel fuzilou 17 mil!
Apesar de fronteiras terrestres porosas, o Chile, com população comparável a Cuba e sem os tubarões do Caribe, sofreu em êxodo de apenas de apenas 30 mil chilenos, hoje em grande parte retornados. Sob Fidel, 20% da população da ilha, ou seja, algo que nas dimensões brasileiras seria comparável à Grande São Paulo, tiveram que fugir. Em suma, Pinochet submeteu-se à democracia e tem bom senso em economia. Fidel é um PhD em tirania e um analfabeto em economia.

O "Livre noir" nos dá uma idéia da bestialidade de que escapamos se triunfassem os radicais de esquerda. Lembremo-nos que, em 1963, Luiz Carlos Prestes declarava desinibidamente que "nós os comunistas já estamos no Governo mas não ainda no poder". Parece-me ingenuidade histórica imaginar que, na ausência da Revolução de 1964, o Brasil manteria, apenas com alguns tropeços, sua normalidade democrática. A verdade é que Jango Goulart não planejara minimamente sua sucessão, gerando suspeitas de continuísmo. E estava exposto a ventos de radicalização de duas origens: a radicalização sindical, que levaria à hiperinflação; e a radicalização ideológica, pregada por Brizola e Arraes, que podia resultar em guerra civil.

É sumamente melancólico - porém não irrealista - admitir-se que no albor dos anos 60 este grande país não tinha senão duas miseráveis opções: "anos de chumbo" ou "rios de sangue"...



*O Autor é deputado federal pelo PPB-RJ. Transcrito da Folha de São Paulo de 19.04.98

e da REVISTA DO CLUBE Militar - Maio/1998


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Grupo Inconfidência
















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Censura Hackeada
















Grupo hacker cria pen drive que derruba censura da internet chinesa
Acesso à rede é restrito no país, que recebe as Olimpíadas até o dia 24.
Sistema vendido por alemães distribui tráfego por computadores em todo o mundo.
++ +++ ++
Uma equipe de hackers da Alemanha criou uma solução fácil para driblar o chamado "grande firewall da China", sistema utilizado pelo governo chinês para censurar o acesso a algumas páginas da internet no país.

Batizado de 'Freedom Stick', trata-se de um pen drive carregado com programas que redirecionam o tráfego na internet por diversos computadores em todo o mundo, evitando que o usuário seja identificado pelo governo chinês.

O pen drive,é vendido por 20 euros (cerca de R$ 50) pelo "Chaos Computer Club", da Alemanha, utiliza um programa disponível gratuitamente na rede, o 'The Onion Router' (TOR).



O programa utiliza sistemas de rede privada (VPN) para 'enganar' a censura chinesa. O mesmo programa é usado em outros países que restrigem o uso da internet, como os Emirados Árabes Unidos.

De acordo com o Chaos Computer Club, a vantagem do 'Freedom Stick' é que o TOR já vem configurado para ser usado na rede chinesa. O pen drive será vendido apenas durante as duas semanas dos Jogos Olímpicos de Pequim, já que, segundo os hackers, a intenção é facilitar a divulgação de informações no período em que a atenção de todo o mundo está voltada para a China.
AQUI...
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