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28/08/2008

Eu Não Disse?


















Huascar Terra do Vale
Texto de 2004
É preciso ser cego para não perceber que o Presidente e sua turma estão implantando no Brasil o fracassado modelo comunista


Há décadas tenho denunciado a comunização do País. Com um sorriso sarcástico, meus amigos diziam: “Você está maluco! Enxerga comunistas por toda a parte!”

Hoje, os mesmos amigos entoam uma opinião diferente. Eles dizem: “Não é que você tinha razão?”

É preciso ser cego para não perceber que o Presidente e sua turma estão implantando no Brasil o fracassado modelo comunista.

No setor econômico estão seguindo o modelo chinês: política econômica monetarista (que a esquerda apelidou de neo-liberalismo), porém, no setor político, caminham claramente para o modelo soviético/cubano: ditadura do partido, com controle total de tudo, especialmente da opinião pública, desprezo total para o Estado de Direito e politização dos cargos públicos. É o caminho do desastre!

O PT e o governo estão cada vez mais identificados. Ao conversar com BUSH, Lula exibiu na lapela a estrela vermelha, símbolo não só do PT, mas principalmente do comunismo internacional. Assim, o Presidente confessou que, no cargo que ocupa, está a serviço do comunismo internacional, cumprindo uma missão designada pelo Fórum de São Paulo, conforme revelou Constantine Menges, ex-consultor da Casa Branca. Os petistas até passam as férias na ilha-presídio do assassino Fidel Castro. José Dirceu chorou de emoção ao abraçar o monstro. Que é isto, companheiro?

Frei Betto lamentou que “temos o governo mas ainda não temos o poder”. Desejam o poder para fazer as besteiras que cometeram dúzias de países comunistas no século passado, todos eles arruinados, depois de assassinarem e torturarem mais de cem milhões de pessoas.

É incrível a desenvoltura com que o PT está colocando o País a serviço das fracassadas teorias marxistas. Como o brasileiro é manso, aceita tudo. No passado fez passeatas para a volta da roubalheira, generosamente chamada de “democracia”. Agora ninguém sai às ruas para denunciar que o Brasil engrenou marcha-a-ré e está sendo sovietizado, cubanizado e colombizado. E continua sendo roubado pelos marajás, os grandes responsáveis por nossa monstruosa dívida pública, garantidos pela constituição vermelha de 1988.

Os estudantes, enquanto isso, não enxergam a realidade e continuam a ser manipulados pela esquerda jurássica.

Preparando-se para a almejada conquista do poder total, milhares de dizimistas petistas foram colocados em postos estratégicos do governo, transformando assim o PT em um partido biliardário que, poderá controlar os melhores juizes e políticos que o dinheiro pode comprar. Para ser admitido em um cargo público, competência, agora, não importa. O que importa é a ideologia. Foi assim que a União Soviética foi para o buraco. Esse é nosso destino, nas mãos de Lula e sua coorte de comunas jurássicos.

O PT ataca em todas as frentes. Com o projeto da Agência de Cinema e Audiovisual controlará a produção artística, especialmente de filmes, como fazem todos os países bolchevistas. Os produtores artísticos terão que comer nas mãos da Nomenklatura petista e, como diz a voz do povo, “nenhum cão morde a mão que o alimenta”.

O governo já controla a Imprensa, por meio de verbas publicitárias e empréstimos, porém quer mais. Com o Conselho Federal de Jornalismo o controle vai ser absoluto e a estatização da imprensa foi assunto até do New York Times. Pelo andar da carruagem, breve teremos clones do Pravda e do Granma, que só publicam notícias do interesse do governo. Aliás, a grande maioria da imprensa já pratica a auto-censura, em uma cumplicidade suicida com o governo.

A truculenta invasão da redação e das oficinas de “O Tempo”, na Grande Belo Horizonte, com uma dúzia de policiais, armados até com metralhadoras, para investigar uma “suspeita” de uma candidata petista, lembra os melhores tempos da Gestapo ou da KGB. Quando o editor chefe quis ver o mandado de busca e apreensão, foi algemado!!!

Apesar de toda a arbitrariedade e violência, nada foi achado. Medidas como essa representam de fato a mais odiosa CENSURA, pois foram tomadas a priori, proibidas pela Constituição (Art. 5.º, IX). Equivalem também a “intimidação”, coisa de máfia. A operação foi acompanhada por petistas, de longe. Imaginem só quando o PT conseguir o poder total, como deseja o Frei Betto!!!

No Poder Judiciário está sendo preparado um plano mais sutil, por meio da “súmula vinculante”, que significa manietar as primeiras instâncias, submetendo-as às decisões das cortes superiores, mais politizadas, pois nomeadas pelo presidente, que, certamente, prefere os avermelhados.

Lula evita visitar os países do primeiro mundo, cuja aproximação só poderia trazer prosperidade para todos nós. Travestido de Papai Noel, prefere visitar países miseráveis, perdoando dívidas de milhões de dólares, sem consultar os brasileiros, que vão pagar esta generosidade. Como denunciou Constantine Menges, seu objetivo é criar um novo “eixo do mal” contra os Estados Unidos, nosso maior parceiro comercial. Conforme declarou, Lula se aproxima de ditadores, como o do Gabão, para “aprender” como ficar três décadas no poder e ainda se candidatar à reeleição. E ninguém faz passeatas para pedir o impeachment de um presidente tão desvairado. O Brasil merece! Cinqüenta e três milhões de inocentes úteis votaram nele, ou seja, votaram no fracassado e sanguinário comunismo.

Para evitar a repetição de 64, quando, atendendo ao clamor popular, as Forças Armadas salvaram o Brasil da desgraça comunista, o governo as está sucateando, inclusive torrando a verba da Aeronáutica, ao adquirir um avião cinco estrelas para o Presidente, na França (até com banheiro), de quase duzentos milhões de reais, criando empregos naquele país e sabotando nossa Embraer. A população engole este desaforo com a maior mansidão. Estudantes, onde estão as caras pintadas?

O mais grave é que, seguindo o modelo leninista, estão sendo criados sovietes por todo o País, preparados para assumir o comando geral, quando for dada a ordem para a “ruptura”. Como na União Soviética, não faltará a palavra de ordem: “Todo o poder aos sovietes”, ou melhor: “Todo o poder ao MST”. Preparando-se para o assalto final o governo está providenciando o desarmamento nas cidades e também no campo. Tudo que faz o governo tem por objetivo assumir o poder absoluto, pois comunistas não admitem outra hipótese.

O MST já está operando cerca de l.800 escolas para promover o ódio e preparar TERRORISTAS, gastando com elas milhões de reais de nosso dinheiro (VEJA, 8/9/04). Estas escolas comemoram, como datas importantes, as efemérides comunistas internacionais e não as datas brasileiras. O fracasso e o genocídio do comunismo e o sucesso do capitalismo não são ensinados. Ódio aos Estados Unidos, claro, faz parte do currículo.

Nas escolas públicas e até privadas, o currículo não é menos imbecil. Verdadeiros heróis nacionais, como Caxias, Tiradentes, são ridicularizados, enquanto bandidos, traidores da pátria, como Lamarca, Jango, Brizola, são exaltados. As realizações do Governo Civil/Militar de 64 são sonegadas aos estudantes e a roubalheira que se instalou no País depois do governo militar são celebrados como “volta à democracia”! Democracia ou cleptocracia?

Em vez de invadir jornais, por que a Polícia Federal não desmantela as escolas do MST, que estão preparando para um banho de sangue para nós, brasileiros? Estão cegos? Ou cúmplices?

Outra frente em que o governo Lula está atacando para estalinizar o País é a tentativa de tirar do Ministério Público a independência e a autonomia funcional, garantidas pela Constituição. Será para abafar casos como do assassinato de Celso Daniel, que já causou a morte de várias testemunhas, ou o caso Waldomiro, que também foi abafado, dentre outros?

Pela Constituição, ao Ministério Público compete a “defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis” (Art. 127). Sendo assim, por que o Ministério Público faz de conta que o MST e outras quadrilhas não existem e que não estão afrontando a ordem jurídica, o regime democrático e os interesse sociais e individuais, aos invadir fazendas, destruir plantações e construções, agredir e torturar os empregados e os proprietários, invadir e saquear as residências, como fizeram até com a fazenda do filho de FHC? Até dormiram na cama do Presidente e fumaram os charutos que ganhou do mega-assassino Fidel Castro. Voltamos à barbárie?

Será que o Ministério Público não percebe que o MST é uma organização paramilitar, proibida pela Constituição (Art. 5.º, XVII), além de alinhada a órgãos de outros países (até com os bandidos da FARC), que afronta nossa soberania e desafia o direito adquirido da propriedade? Será que o Ministério Público não sabe que o comunismo foi a maior desgraça que já ocorreu no mundo e que o presente desgoverno está levando o Brasil para o desastre? O Ministério Público é defensor da sociedade ou dos bandidos do MST, que idolatram os genocidas Lênin, Stálin, Mao Tsé-tung. Pol Pot, Fidel Castro e Guevara? Acorda, Ministério Público! Nossa Nação está ameaçada!

E ainda existem “anjinhos” que acham que o comunismo acabou! Estes inocentes precisam ter cuidado para não caírem de quatro. Jamais se levantarão!


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26/08/2008

o parasita do amarelão ideológico



























O moderno esquerdista brasileiro, essa contradição em termos, esse Jeca Tatu com laptop, tem ainda em Antonio Gramsci (1891-1937) a sua principal referência. O comunista italiano é o parasita do amarelão ideológico nativo. Parte da nossa anêmica eficiência na educação, na cultura, no serviço público e até na imprensa se deve a essa ancilostomose democrática. Já viram aquele comercial na TV de um desodorizador de ambiente em que um garoto bem chatinho, com o dedo em riste, escande as sílabas para a sua mamãe: "eu que-ro fa-zer co-cô na ca-sa do Pe-drrri-nho"? Costuma ir ao ar na hora do jantar. Para a esquerda, Gramsci é a "ca-sa do Pe-drrri-nho" da utopia. E, também nesse caso, o odor mitigado não muda a matéria de que é feito.

Como a obra de Gramsci ficou na grelha da empulhação um pouco mais do que a de Lenin, chega à mesa do debate com menos sangue e disfarça a sua vigarice. Acreditem: a revolução da qualidade na educação, por exemplo, é mais uma questão de vermífugo ideológico do que de verba. O que me leva a este texto?

Na edição retrasada de VEJA, o colunista Claudio de Moura Castro observou que um grupo de educadores reagiu mal à decisão de deixar o ensino técnico para uma fase posterior à da formação geral do aluno. Segundo ele, "os ideólogos da área protestaram (contra a medida) citando Gramsci". Tomei um susto. Tenho pinimbas com o gramscismo faz tempo. Na minha fase esquerdista-do-miolo-mole, dizia tratar-se de uma "covardia conveniente que passa por tática, em tempos de guerra, e de uma bravura inútil que passa por estratégia, em tempos de paz". A tirada é sagaz, mas inexata: Gramsci é um perigo na guerra ou na paz. E estão aí o PT e a nova "TV Pública" para prová-lo.

Gramsci é a principal referência do marxismo no século passado. É dono de uma vasta obra, quase a totalidade escrita na cadeia, para onde foi mandado pelo fascismo, em 1926. Entre 1929 e 1935, escreveu seus apontamentos em 33 cadernos escolares, os tais Cadernos do Cárcere, com publicação póstuma. No Brasil, foram editados em seis volumes pela Civilização Brasileira, com organização de Carlos Nelson Coutinho. Explico o meu susto. O protesto dos "ideólogos" fazia referência a um texto irrelevante, que está no Caderno 12, em que o autor trata dos intelectuais e da educação. Na edição brasileira, encontra-se no volume 2, entre as páginas 32 e 53.

AFP

O comunista italiano Antonio Gramsci: se você não pode com o capitalismo, corroa-o por dentro. É a estratégia da verminose


Ali, Gramsci desenvolve o conceito de "escola unitária", uma de suas muitas e variadas estrovengas autoritárias. Segundo o seu modelo, seis de um período de dez anos seriam dedicados à educação que fundisse o ensino universalista com o técnico – por isso os "ideólogos" protestaram. Garanto que preferiram ignorar o trecho em que ele antevê a escola como um internato destinado a alguns alunos previamente selecionados. O autor pensava a educação – e todo o resto – como prática revolucionária, parte da militância socialista. Para ele, a construção da hegemonia de um partido operário supõe uma permanente guerra de valores que rompa os laços da sociedade tradicional. Esses seus estudantes seriam a vanguarda a diluir as fronteiras entre o mundo intelectual e o do trabalho, a serviço do socialismo.

A influência gramsciana decaiu muito nos anos 60 e 70, com a revolução cubana, os movimentos de libertação africanos e a revolta estudantil francesa de 1968. Toda a sua teoria se sustenta na suposição, verdadeira, de que a sociedade chamada burguesa é dotada de fissuras que comportam a militância de esquerda. O que se entendia por revolução – a bolchevique – era um modelo que havia se esgotado na Rússia de 1917. As novas (de seu tempo) condições da Europa supunham outra perspectiva revolucionária.

Fidel Castro, a África insurrecta e o 68 francês reacenderam nas esquerdas do mundo o sonho do levante armado. E elas deram um piparote em Gramsci, em sua teoria da contaminação. No Brasil, derrotadas pelo golpe militar de 1964, partiram para a luta armada. A vitória das ditaduras e a Europa conservadora, termidoriana, pós-revolta estudantil, trouxeram Gramsci de volta. Concluiu-se que não era mais possível derrotar o capitalismo por meio da luta armada. Era preciso corroê-lo por dentro, explorar as suas contradições, construir a hegemonia de um partido de forma paulatina. Voltava-se à política como verminose. Não por acaso, um dos textos vitais na formação do PT é de autoria de Coutinho. Chama-se "A democracia como valor universal". É de 1979. A tese é formidável: sem democracia, não há socialismo, como se não estivéssemos diante de um paradoxo. No ano seguinte, Lula fundava o seu partido sobre o seguinte binômio: "socialismo e democracia".

Admiradores da obra de Gramsci se irritam quando afirmo que o PT é, na essência, gramsciano. Entendo. Um partido que usa cueca como casa de câmbio; que chegou a ter como gramáticos da nova aurora Silvinho Pereira e Delúbio Soares; que é comandado por uma casta sindical com todas as características de uma nova classe social, folgazã e chegada a prebendas, convenham, parece feito de matéria ainda mais ordinária. Não tenho por Gramsci o apreço que eles têm. Ao autor cabe o epíteto de teórico da "ditadura perfeita", uma expressão do escritor peruano Vargas Llosa.

A síntese do pensamento gramsciano está expressa no Caderno 13, volume 3 da edição brasileira. Trata-se de notas sobre o pensador florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527), aquele de O Príncipe. Para Gramsci, o príncipe moderno (de sua época) era um partido político. Leiam: "O moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa (...) que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe (...). O Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume".

Ninguém conseguiu, incluindo os teóricos fascistas que ele combatia, ser tão profundo na defesa de uma teoria totalitária como Gramsci nessa passagem. Observem que se trata de aniquilar qualquer sistema moral. Toda verdade passa a ser instrumental. Até a definição do que é virtuoso e do que é criminoso atende às necessidades do partido. O sistema supõe a destruição do indivíduo e de sua capacidade de julgar fora dos parâmetros definidos pelo aparelho, que toma "o lugar, nas consciências, da divindade e do imperativo categórico". Para Gramsci, como se vê, não há diferença entre política e abdução.

O PT é, sim, gramsciano. Chegou lá? É o Moderno Príncipe, ainda que tropicalizado? Não. Luta para sê-lo e deu passos importantes nessa direção. Volto aos "ideólogos" de que fala Claudio de Moura Castro. A educação brasileira foi corroída pela tal perspectiva dita "libertadora" e anticapitalista. Ela não é ruim porque falta dinheiro, mas porque deixa de ensinar português e matemática e prefere libertar as crianças do jugo capitalista com suas aulas de "cidadania". O proselitismo se estende ao terceiro grau e fabrica idiotas incapazes de ver o mundo fora da perspectiva do Moderno Príncipe.

Gramsci também falava de um certo "bloco histórico", uma confluência de aspectos políticos, econômicos e culturais que, num dado momento, formam uma plataforma estável, que dá fisionomia a um país. Esse partido que busca essa hegemonia, que pretende ser o "imperativo categórico", está na contramão do mundo contemporâneo e das próprias virtudes da economia brasileira, que lhe permitem governar com razoável estabilidade. Por isso, não consegue executar o seu projeto. Mas o país também não sai do impasse: nem naufraga nem se alevanta. A exemplo de um organismo tomado pela verminose, vê consumida boa parte de suas energias e de suas chances de futuro alimentando os parasitas. Enquanto isso, os gramscianos vão nos prometendo que ainda ocuparemos o troninho da "ca-sa do Pe-drrri-nho".

Reinaldo Azevedo


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18/08/2008

O poder sindical do peleguismo





























O pelego é um líder sindical que procura conciliar os interesses do trabalho e do capital, usufruindo politicamente dessa situação. Poder-se-ia dizer que se trata de um reformista. O não-pelego, ainda segundo essa visão, seria o líder sindical que prega a sociedade socialista, tudo fazendo para que ela seja instalada, conduzindo as reivindicações dos trabalhadores ao ponto da ruptura político-social. Tal denominação não teria curso se o marxismo não tivesse naquela época se estabelecido como marco mesmo de análise, o marco de análise "verdadeiro" ou "científico".
Os sindicatos - sobretudo as duas centrais mais importantes, a CUT e a Força Sindical - têm ocupado o noticiário. Multiplicam-se os casos de apropriação privada, sindical, de recursos públicos, fruto de uma simbiose cada vez maior entre a máquina sindical e o Estado. Acrescente-se a isto o poder atribuído por este governo às centrais, com destinação de verba específica a elas, de tal maneira que possam fazer um uso indiscriminado de tais recursos. Signo dos novos tempos, o próprio presidente da República vetou, inclusive, que esses recursos fossem fiscalizados pelo Tribunal de Contas, abrindo às portas para usos sem nenhum controle.

Há uma lógica subjacente a todos esses episódios, que é a da integração entre sindicatos e Estado numa mesma estrutura que torna os primeiros dependentes do segundo e este, por sua vez, capaz de controlar cada vez mais àqueles. Os desvios de recursos públicos são, neste sentido, expressões desta lógica político-sindical, graças à qual a representação sindical se descola dos trabalhadores e passa a obedecer a orientações governamentais e partidárias.

Não é de surpreender que o PDT, herdeiro do getulismo, seja um dos partidos envolvidos neste processo, na figura do presidente da Força Sindical . Ele se situa dentro de uma linha histórica de integração dos sindicatos ao aparelho do Estado, com os benefícios daí originários. Na fase de criação da legislação trabalhista, esses benefícios foram destinados a toda a classe trabalhadora, enquanto, hoje, eles se destinam, principalmente, a proveitos privados das lideranças sindicais.

Trata-se da forma própria de integração dos sindicatos ao aparelho de Estado, como se se tratasse de uma mesma estrutura e de um mesmo uso "privado" dos recursos públicos.

Pelos que se diziam representantes de uma esquerda revolucionária, eles eram considerados como pelegos, expressão pejorativa que dava conta de uma colaboração de classes via integração ao Estado. Se fossem, ainda segunda essa visão, lideranças revolucionárias, que pregassem a ruptura institucional, elas seriam vistas favoravelmente.

O pelego é um líder sindical que procura conciliar os interesses do trabalho e do capital, usufruindo politicamente dessa situação. Poder-se-ia dizer que se trata de um reformista. O não-pelego, ainda segundo essa visão, seria o líder sindical que prega a sociedade socialista, tudo fazendo para que ela seja instalada, conduzindo as reivindicações dos trabalhadores ao ponto da ruptura político-social. Tal denominação não teria curso se o marxismo não tivesse naquela época se estabelecido como marco mesmo de análise, o marco de análise "verdadeiro" ou "científico".

A CUT, por sua vez, é tributária de uma história distinta. Quando de sua criação, se posicionava claramente contra os ditos pelegos, por estes não se pautarem pela luta de classes, segundo rezava a cartilha marxista. Apresentavam-se como moralmente puros, procurando apenas defender os trabalhadores e propugnando por uma transformação socialista da sociedade. Viam no mundo sindical de então um antro de colaboracionismo e de corrupção. Ademais, consideravam os sindicalistas como não representativos, pois ancorados numa contribuição sindical obrigatória, que falsearia os termos mesmos de uma relação entre representantes e representados. Enquanto o sindicalismo dos pelegos, à sua maneira, estava baseado na unidade da sociedade, na colaboração de classes, na legislação trabalhista que favorecia aos trabalhadores, o novo sindicalismo lutava pela ruptura social enquanto condição para a transformação revolucionária da sociedade.

Quando o PT chega ao poder, ele o faz através de seu representante sindical mais importante, o hoje presidente Lula. Com ele, chega também ao Poder a ala sindical petista que, junto com os católicos, vinculados às Pastorais , e com os grupos esquerdistas revolucionários, formavam a espinha dorsal do partido. Todos comungavam e alguns ainda comungam uma mesma ideologia socialista, visando a transformação revolucionária da sociedade e considerando o Estado como um instrumento dessa transformação. Nos países europeus, quando os socialistas chegaram ao poder, eles já tinham realizado uma mudança doutrinária, adotando a economia de mercado, a propriedade privada e o estado de direito. No Brasil, esse processo não teve lugar e a transformação revolucionária continuava e continua sendo uma bandeira política.

A esquizofrenia entre um discurso socialista, de cunho revolucionário, e uma prática de integração ao sistema, nestas circunstâncias, só podia se acentuar. Do ponto de vista ideológico, a CUT continua com um discurso socialista autoritário, sendo aliada de organizações políticas como o MST, que tem como objetivo a revolução nos moldes soviéticos e cubanos. Aparentemente, não haveria aqui nenhuma diferença essencial.

No entanto, há uma diferença de monta, pois o MST prega a ruptura completa com o capitalismo, enquanto a CUT - a solavancos, poder-se-ia dizer -, se integra cada vez mais ao capitalismo que diz abominar. Suas demandas se situam no interior do sistema capitalista, podendo, em sua maior parte, ser atendidas, apesar de sua fraseologia revolucionária.

Quero dizer com isto que elas são negociáveis, factíveis, e se situam no interior da colaboração de classes. Em vez da CUT ter se tornado um sindicato moderno, social-democrata, como seus congêneres europeus, revisando a sua doutrina, aceitando plenamente a propriedade privada e a economia de mercado, ela se aferra a seus posicionamentos anteriores, porém adotando uma prática de colaboração de classes sob a forma do peleguismo que dizia criticar. Ela opera uma forma de social-democratização às avessas, entendendo por esta expressão uma integração ao Estado, a negociação sindical e o desvio de recursos públicos. Retoricamente, porém, continua dizendo lutar pelo socialismo, como se a atual etapa fosse apenas de transição.

Denis Rosenfield noCausa Liberal


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13/08/2008

Tortura e Terrorismo




















“Com razão tem sido sustentado que a prática de tortura não é limitada a algum específico sistema político ou regime, a determinada cultura ou religião, ou situação geográfica, desde as eras primitivas da história da humanidade” (prof. dr. Dionísio Spinellis, da Universidade de Atenas).

Destaco a universalidade da prática e a nenhuma exceção aos diferentes regimes. Seu irmão xifópago, o terrorismo, nasceu, como prática política, já no mundo moderno, a partir de Robespierre e seu “reino do terror”. Derivou, na história contemporânea, para a monstruosidade dos Estados totalitários, bem assim dos grupos terroristas da segunda metade do século 20, empenhados em abalar e derrubar regimes burgueses. Che Guevara deles discordou em seu manual Guerra de guerrilha, “porque perdem o apoio popular”. Ao contrário, Carlos Marighella defendia o terrorismo como forma de luta na guerrilha.

Na Constituinte de 1987 — 1988 a esquerda, sobretudo o PT, que abrigara terroristas anistiados, bateu-se pela condenação da tortura como crime hediondo. Nós, no plenário, Roberto Campos inclusive, aprovamos a emenda. A seguir, considerando igualmente hediondo o terrorismo, propusemos condená-lo também. Encontramos forte oposição de petistas seguidores de Carlos Marighella na luta armada, apologista dos seqüestros, atentados a bomba, assaltos de bancos e assassínios. Hoje, tortura e terrorismo estão no artigo 5º da Constituição, ambos considerados crimes inafiançáveis e desmerecedores de anistia.

Quando leio que o ministro Paulo Vannuchi declara publicamente que a Lei da Anistia deveria ser revogada, para que se punam os que, na luta armada contra os comunistas, ele atribui haverem torturado, dou-lhe o troféu de coerência. Revejo o plenário da Constituinte em 1987, quando discutíamos os direitos e deveres individuais e coletivos. Recordo a dicotomia no julgamento da tortura e do terrorismo.

O ministro dos Direitos Humanos foi da Aliança Libertadora Nacional liderada por Carlos Marighella cuja bíblia era o seu Manual do guerrilheiro urbano. Militante que foi da ALN, tem o dever de ser contra a tortura, mas não contra o terrorismo, cuja prática absolve ideologicamente como arma legítima de luta armada. De resto, a primeira ação da luta armada foi o atentado terrorista, em 1966, do Aeroporto Guararapes, no Recife. Estava lotado, não só de correligionários da Arena, que iam receber o general Costa e Silva, eleito indiretamente presidente da República. Anunciado que ele vinha de Aracaju por terra, a maioria dos presentes já se retirara quando a bomba explodiu. Matou cinco, feriu dezenas de inocentes. Três bombas mais falharam em pontos da cidade. O ministro Vannuchi é coerente com seu passado e hoje trata, no governo, dos Direitos Humanos, assimetricamente, o que lhe é muito adequado.

Khruschev, em seu discurso histórico no XX Congresso do Partido Comunista soviético, de 1956, comprovou, como comunistas leais haviam sido, no XVII Congresso do Partido, objeto de acusação forjada de “inimigos do povo” (o mais grave dos crimes), presos e submetidos a “brutais torturas” para assinarem confissão do crime que não haviam cometido. Um julgamento comprometido com Stalin e a NKVD os sentenciou à morte, o que levou a um genocídio entre 1937 e 1938.

Dos 139 candidatos ao Comitê Central, 98 foram mortos, vítimas de “culpas fabricadas”; e de 1966 delegados, 1.108 deles foram assassinados. Um dos mais qualificados disse ao fim do julgamento: “Reconheço que esta assinatura é verdadeira, mas não o é qualquer palavra dessa falsa confissão”. As torturas não acabaram depois da morte de Stalin. Não. Quando em 1968 os tanques soviéticos esmagaram a Primavera de Praga, os torturadores vieram da União Soviética para torturarem os tchecos presos.

Fidel imitou Stalin. Armando Valladares, jovem guerrillheiro desde Sierra Maestra, católico praticante, porque discordou verbalmente da adesão de Fidel ao comunismo em 1961, foi preso. Nas várias prisões, foi torturado e nelas sofreu 21 anos, até que, a pedido de Mitterrand, foi libertado. Em seu livro Contra toda a esperança, descreve as brutais torturas que sofreram todos os presos, desde simulação de fuzilamento à limpeza do excremento acumulado numa só latrina para muitos detidos, que um deles, aleatoriamente, tinha de desentupir com a mão nua. Lula, hóspede do Dops de Romeu Tuma por 30 dias, cavalheirescamente tratado, cometeu a repulsiva injustiça de chamar Valladares de “picareta”.

Nossos guerrilheiros treinaram em Cuba e na China de Mao, onde a tortura era a norma desde Stalin. Hoje mentem, dizendo que fizeram uma “resistência democrática”. É falso. Quem o afirma é um deles: Daniel Aarão Reis Filho, que foi preso e exilado. Em entrevista publicada, disse que essa versão surgiu para fortalecer a campanha da anistia. “Seu objetivo era implantar uma ditadura revolucionária.” Que moral têm para acusar aqueles que têm, na consciência, a mancha indelével da tortura?

Fonte: Correio Braziliense - 05/08/2008


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06/08/2008

Terrorismo Explícito


















Enquanto os Estados Unidos lutam contra o terrorismo no Oriente Médio, um novo eixo do mal está sendo gestado debaixo de suas barbas, nesta republiqueta de banana


Países civilizados de todo o mundo se unem na luta contra o terrorismo! No entanto, no Brasil, o governo petista patrocina a fundação de escolas de terrorismo, conforme reportagem da Revista Veja, de nove de março. Além de quase duas mil escolas de guerrilheiros, já existentes, fundou-se agora a "universidade do MST", a escola Nacional Florestan Fernandes, um complexo de seis prédios, na cidade de Guararema, SP, dedicados a formar terroristas e guerrilheiros, futuros invasores de propriedades rurais.

Propriedade "rurais", por enquanto! Tudo isso, com nosso dinheiro. Temos que pagar para, mais tarde, sermos assaltados e saqueados... Este é o Brasil do PT!

Enquanto os Estados Unidos lutam contra o terrorismo no Oriente Médio, um novo eixo do mal está sendo gestado debaixo de suas barbas, nesta republiqueta de banana chamada Brasil, com epicentro na falha-democrática de Cuba e tsunamis em quase toda a América Latrina.

Os comunas insistem em repetir no Brasil as experiências socialistas que fracassaram estrepitosamente no século passado. Eles sabem que o comunismo nunca deu certo (para o povo), porém nutrem a esperança de, como Fidel Castro, comparecer na lista dos homens mais ricos do mundo da Revista Forbes (pela segunda vez).

Na economia, sob a batuta de Palocci e Meirelles, os farsantes exibem para o mundo uma face "neoliberal", porém, nos bastidores, já estão empenhados na Revolução Socialista, por meio do braço armado do PT, o MST.

Aplicando técnicas gramscistas, plantaram na opinião pública a idéia de que, embora três ou quatro bandidos formem uma quadrilha, centenas, como os do MST, são um "movimento social". E morrem de rir dos panacas que endossam suas lorotas, como a maioria dos políticos.

Com dinheiro nosso, surrupiado pelo governo petista, os marginais do MST invadem e destroem propriedades, até com coquetéis Molotov, seqüestram, torturam e assassinam fazendeiros, empregados e mesmo policiais, arrasam plantações e ainda contam com a proteção da Polícia Militar, segundo a reportagem citada. Quanto ao Ministério Público, que devia ser o fiscal da lei, surpreendentemente, em vergonhosa submissão à cúpula comunista que nos desgoverna, justifica os crimes do MST, de fato aceitando-o como um "poder paralelo", pois o MST segue suas próprias leis e não as do País. É o embrião das FARCS brasileiras...

Não falta o apoio dos "companheiros de viagem", como a esquerda católica, acumpliciada com os bandidos, que não passam de "inocentes úteis", a serem descartados oportunamente, como sempre aconteceu na história do comunismo.

Outros idiotas que apoiam o comunismo são os sindicalistas, que se esquecem que sindicatos só existem em países capitalistas. Em países comunistas os trabalhadores vão para os gulags, campos de trabalhos forçados, onde geralmente mais de metade morre de maus tratos, se escaparem de um tiro na nuca.

Eis o desafio: por que, enquanto é combatido no resto do mundo, no Brasil o terrorismo floresce e cresce como feijão das águas? Os comunas jurássicos que usurparam o poder, à custa de toda sorte de mentiras, estão conseguindo sovietizar o País, principalmente por meio do MST, realizando, às escâncaras, a "revolução socialista", com o dinheiro dos contribuintes, conforme comprovado pela Revista Veja.

Como foi acontecer esta desgraça em nosso País? Por que os órgãos, que deviam cuidar da aplicação das leis, jogaram no lixo o Estado de Direito e estão dando cobertura às hostes criminosas? Qual a principal estratégia dos comunas, responsável por estar levando o País a uma situação de descalabro?

Pasmem todos! Os bandidos vermelhos conseguiram esta façanha por meio de um simples ardil semântico, no melhor estilo gramscista. Por ocasião da lavratura da constituição bandida de 88, promulgada antes do colapso do Império Soviético, os vermelhos, que imperavam na Assembléia Constituinte, mestres da empulhação, com uma só palavra, jogaram por terra todos os possíveis avanços democráticos que a constituição poderia ter trazido. A sutileza foi tão maquiavélica que poucos se aperceberam de seu potencial destruidor.

À primeira vista, esta palavra, de apenas duas sílabas, parece encarnar tudo de bom. No entanto, é veneno puro. Trata-se do traiçoeiro termo "social". Anexada à palavra "propriedade", adquire o potencial destruidor que desaguou no vandalismo, nos crimes e na impunidade do MST.

















O verdadeiro conto do vigário, sub-repticiamente inserido na prostituição de 88, é a decantada "função social da propriedade". Com este simples truque semântico os comunas conseguiram aplicar um golpe de morte no capitalismo. Esta expressão não passa de um ardil tipicamente comunista, pois a função do Direito de Propriedade, responsável pelo extraordinário desenvolvimento social, político e econômico do Ocidente, jamais pode ultrapassar a figura do proprietário. A verdadeira função social da propriedade é o direito de reter os frutos do próprio trabalho, e não distribuí-los para os que não o merecem, como querem os socialistas/comunistas. O Direito de Propriedade é personalíssimo. Fora disto, não passa de roubalheira pura e simples.

Ao contrário do que afirmam alguns liberais, não há nada de "sagrado" no Direito de Propriedade. Trata-se de um conceito utilitarista, embora ancorado em arquétipos comuns a quase todas as espécies. O respeito ao Direito de Propriedade é o maior estímulo para o cidadão trabalhar e produzir, primordialmente para si, porém beneficiando toda a sociedade, como tão bem demonstrou o genial Adam Smith, o primeiro e o maior economista de todos os tempos. Se o trabalhador não puder reter os frutos do trabalho, por meio do Direito de Propriedade, perderá totalmente o estímulo para criar riqueza, como provou o fracasso de todos os países comunistas.

De fato, todos os regimes comunistas furtaram da população o direito de propriedade, porém o concentraram nas quadrilhas dirigentes. O resultado foi a criação de uma casta de privilegiados, tal qual aconteceu na defunta União Soviética (Nomenklatura) e tal qual está se repetindo no Brasil, onde o governo se transformou na maior agência de empregos para petistas, pagadores de dízimo ao Partido. É o crime organizado, no poder!

O progresso econômico e social de qualquer país é inseparável do respeito ao Direito de Propriedade. Sem ele será criada e miséria, e não a riqueza, como ocorre ainda hoje em fósseis comunistas como Cuba e Coréia do Norte. A China, sabedora disto, adotou o capitalismo, entendido como o respeito ao Direito de Propriedade, com espetacular sucesso. As regiões chinesas onde não existe o capitalismo continuam na miséria.

Infelizmente, as cavalgaduras que nos dirigem, por meio de manobras semânticas como " função social da propriedade", além de uma carga de impostos predatória e um cipoal de leis destinadas a concentrar cada vez mais poder, impedem que o País realize suas incomensuráveis potencialidades sociais e econômicas.

"Eles" sabem disso. Porém não raciocinam como estadistas, mas como velhacos. Não desejam o progresso do País e muito menos o bem-estar da população. Anseiam cada vez por mais poder, até atingirem seu ideal; o poder absoluto, quando poderão exterminar seus rivais e se enriquecerem como seu ídolo, o energúmeno Fidel Castro.


Pensamento do dia: "Toda e qualquer invasão de terra, seja ela produtiva ou improdutiva, constitui esbulho possessório, ato que é ilícito civil e penal". Ministro Maurício Corrêa, ex-presidente do STF.

Data de Publicação: 24/03/2005Huascar Terra do ValeEnsaísta e advogado. Dedica-se a estudos nas áreas da filosofia, história, arqueologia, linguística, semântica geral, psicologia, psicanálise, cosmogonia, cosmologia, etologia e sociobiologia. É colunista do site Mídia sem Máscara. É autor das obras "Hino à Liberdade" e "Tratado de Economia Profana". Entre seu material inédito, constam as obras "Sociedade da Desconfiança", "Trincheiras do Iluminismo", "A Treatise on Profane Religion", "The Twilight of Gods" e "Jesus, from Abraham to Marx".
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