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06/08/2008

Terrorismo Explícito


















Enquanto os Estados Unidos lutam contra o terrorismo no Oriente Médio, um novo eixo do mal está sendo gestado debaixo de suas barbas, nesta republiqueta de banana


Países civilizados de todo o mundo se unem na luta contra o terrorismo! No entanto, no Brasil, o governo petista patrocina a fundação de escolas de terrorismo, conforme reportagem da Revista Veja, de nove de março. Além de quase duas mil escolas de guerrilheiros, já existentes, fundou-se agora a "universidade do MST", a escola Nacional Florestan Fernandes, um complexo de seis prédios, na cidade de Guararema, SP, dedicados a formar terroristas e guerrilheiros, futuros invasores de propriedades rurais.

Propriedade "rurais", por enquanto! Tudo isso, com nosso dinheiro. Temos que pagar para, mais tarde, sermos assaltados e saqueados... Este é o Brasil do PT!

Enquanto os Estados Unidos lutam contra o terrorismo no Oriente Médio, um novo eixo do mal está sendo gestado debaixo de suas barbas, nesta republiqueta de banana chamada Brasil, com epicentro na falha-democrática de Cuba e tsunamis em quase toda a América Latrina.

Os comunas insistem em repetir no Brasil as experiências socialistas que fracassaram estrepitosamente no século passado. Eles sabem que o comunismo nunca deu certo (para o povo), porém nutrem a esperança de, como Fidel Castro, comparecer na lista dos homens mais ricos do mundo da Revista Forbes (pela segunda vez).

Na economia, sob a batuta de Palocci e Meirelles, os farsantes exibem para o mundo uma face "neoliberal", porém, nos bastidores, já estão empenhados na Revolução Socialista, por meio do braço armado do PT, o MST.

Aplicando técnicas gramscistas, plantaram na opinião pública a idéia de que, embora três ou quatro bandidos formem uma quadrilha, centenas, como os do MST, são um "movimento social". E morrem de rir dos panacas que endossam suas lorotas, como a maioria dos políticos.

Com dinheiro nosso, surrupiado pelo governo petista, os marginais do MST invadem e destroem propriedades, até com coquetéis Molotov, seqüestram, torturam e assassinam fazendeiros, empregados e mesmo policiais, arrasam plantações e ainda contam com a proteção da Polícia Militar, segundo a reportagem citada. Quanto ao Ministério Público, que devia ser o fiscal da lei, surpreendentemente, em vergonhosa submissão à cúpula comunista que nos desgoverna, justifica os crimes do MST, de fato aceitando-o como um "poder paralelo", pois o MST segue suas próprias leis e não as do País. É o embrião das FARCS brasileiras...

Não falta o apoio dos "companheiros de viagem", como a esquerda católica, acumpliciada com os bandidos, que não passam de "inocentes úteis", a serem descartados oportunamente, como sempre aconteceu na história do comunismo.

Outros idiotas que apoiam o comunismo são os sindicalistas, que se esquecem que sindicatos só existem em países capitalistas. Em países comunistas os trabalhadores vão para os gulags, campos de trabalhos forçados, onde geralmente mais de metade morre de maus tratos, se escaparem de um tiro na nuca.

Eis o desafio: por que, enquanto é combatido no resto do mundo, no Brasil o terrorismo floresce e cresce como feijão das águas? Os comunas jurássicos que usurparam o poder, à custa de toda sorte de mentiras, estão conseguindo sovietizar o País, principalmente por meio do MST, realizando, às escâncaras, a "revolução socialista", com o dinheiro dos contribuintes, conforme comprovado pela Revista Veja.

Como foi acontecer esta desgraça em nosso País? Por que os órgãos, que deviam cuidar da aplicação das leis, jogaram no lixo o Estado de Direito e estão dando cobertura às hostes criminosas? Qual a principal estratégia dos comunas, responsável por estar levando o País a uma situação de descalabro?

Pasmem todos! Os bandidos vermelhos conseguiram esta façanha por meio de um simples ardil semântico, no melhor estilo gramscista. Por ocasião da lavratura da constituição bandida de 88, promulgada antes do colapso do Império Soviético, os vermelhos, que imperavam na Assembléia Constituinte, mestres da empulhação, com uma só palavra, jogaram por terra todos os possíveis avanços democráticos que a constituição poderia ter trazido. A sutileza foi tão maquiavélica que poucos se aperceberam de seu potencial destruidor.

À primeira vista, esta palavra, de apenas duas sílabas, parece encarnar tudo de bom. No entanto, é veneno puro. Trata-se do traiçoeiro termo "social". Anexada à palavra "propriedade", adquire o potencial destruidor que desaguou no vandalismo, nos crimes e na impunidade do MST.

















O verdadeiro conto do vigário, sub-repticiamente inserido na prostituição de 88, é a decantada "função social da propriedade". Com este simples truque semântico os comunas conseguiram aplicar um golpe de morte no capitalismo. Esta expressão não passa de um ardil tipicamente comunista, pois a função do Direito de Propriedade, responsável pelo extraordinário desenvolvimento social, político e econômico do Ocidente, jamais pode ultrapassar a figura do proprietário. A verdadeira função social da propriedade é o direito de reter os frutos do próprio trabalho, e não distribuí-los para os que não o merecem, como querem os socialistas/comunistas. O Direito de Propriedade é personalíssimo. Fora disto, não passa de roubalheira pura e simples.

Ao contrário do que afirmam alguns liberais, não há nada de "sagrado" no Direito de Propriedade. Trata-se de um conceito utilitarista, embora ancorado em arquétipos comuns a quase todas as espécies. O respeito ao Direito de Propriedade é o maior estímulo para o cidadão trabalhar e produzir, primordialmente para si, porém beneficiando toda a sociedade, como tão bem demonstrou o genial Adam Smith, o primeiro e o maior economista de todos os tempos. Se o trabalhador não puder reter os frutos do trabalho, por meio do Direito de Propriedade, perderá totalmente o estímulo para criar riqueza, como provou o fracasso de todos os países comunistas.

De fato, todos os regimes comunistas furtaram da população o direito de propriedade, porém o concentraram nas quadrilhas dirigentes. O resultado foi a criação de uma casta de privilegiados, tal qual aconteceu na defunta União Soviética (Nomenklatura) e tal qual está se repetindo no Brasil, onde o governo se transformou na maior agência de empregos para petistas, pagadores de dízimo ao Partido. É o crime organizado, no poder!

O progresso econômico e social de qualquer país é inseparável do respeito ao Direito de Propriedade. Sem ele será criada e miséria, e não a riqueza, como ocorre ainda hoje em fósseis comunistas como Cuba e Coréia do Norte. A China, sabedora disto, adotou o capitalismo, entendido como o respeito ao Direito de Propriedade, com espetacular sucesso. As regiões chinesas onde não existe o capitalismo continuam na miséria.

Infelizmente, as cavalgaduras que nos dirigem, por meio de manobras semânticas como " função social da propriedade", além de uma carga de impostos predatória e um cipoal de leis destinadas a concentrar cada vez mais poder, impedem que o País realize suas incomensuráveis potencialidades sociais e econômicas.

"Eles" sabem disso. Porém não raciocinam como estadistas, mas como velhacos. Não desejam o progresso do País e muito menos o bem-estar da população. Anseiam cada vez por mais poder, até atingirem seu ideal; o poder absoluto, quando poderão exterminar seus rivais e se enriquecerem como seu ídolo, o energúmeno Fidel Castro.


Pensamento do dia: "Toda e qualquer invasão de terra, seja ela produtiva ou improdutiva, constitui esbulho possessório, ato que é ilícito civil e penal". Ministro Maurício Corrêa, ex-presidente do STF.

Data de Publicação: 24/03/2005Huascar Terra do ValeEnsaísta e advogado. Dedica-se a estudos nas áreas da filosofia, história, arqueologia, linguística, semântica geral, psicologia, psicanálise, cosmogonia, cosmologia, etologia e sociobiologia. É colunista do site Mídia sem Máscara. É autor das obras "Hino à Liberdade" e "Tratado de Economia Profana". Entre seu material inédito, constam as obras "Sociedade da Desconfiança", "Trincheiras do Iluminismo", "A Treatise on Profane Religion", "The Twilight of Gods" e "Jesus, from Abraham to Marx".
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08/07/2008

Cavalheiros do outro mundo

Lendo sobre a operação de resgate de Ingrid Bettancourt lembrei-me de algo com que me havia deparado na internet, há poucas semanas. Fui atrás da matéria e lá estava ela, ainda disponível, publicada em bem conhecido site de esquerda, no dia seguinte à morte do narco-guerrilheiro Raúl Reyes, na famosa operação do exército colombiano. O referido texto sustentava, pura e simplesmente, que aquela ação militar não se destinara a matar Reyes, mas fora concebida para eliminar Ingrid Bettancourt e evitar sua iminente libertação. Por quê? Porque a ex-senadora, em liberdade, poderia atrapalhar os projetos de Álvaro Uribe para se manter no poder, ora. A gente precisa ser muito idiota para não perceber uma coisa tão evidente assim, não é mesmo?


Como se vê, a criatividade da esquerda não-democrática é inesgotável. A matéria, aliás, ainda acrescenta este vaticínio: “Nas próximas semanas, assim que as comunicações do lado popular tornarem a se ajustar, é quase certo que a notícia seja divulgada, no que Uribe tentará acusar as FARC de a terem matado como represália, o que seria ridículo, bem se sabe”.

Bem se sabe. Bem se sabe que não há limite para a insensatez dessa gente. Assim como não tem uma palavra de verdade, o longo arrazoado não tem uma palavra sobre narcotráfico nem sobre o delírio totalitário representado pela luta de guerrilha num país sob normalidade constitucional e bem definida periodicidade eleitoral. Nenhuma palavra sobre a violência representada pela prática do terrorismo e do seqüestro. Silêncio absoluto sobre a insanidade de uma guerrilha mantida que já dura quatro décadas. Nada. Toda a criatividade concentrada em conceber uma hipótese e a partir dela extrair conclusões venenosas que justifiquem a conduta delinqüente dos companheiros. E sempre atribuindo aos adversários a própria malícia.


















Caso isolado? Não, atitude permanente. Em janeiro de 2001, aqui em Porto Alegre, foi realizada a primeira edição do Fórum Social Mundial. Dezenas de milhares de companheiros do mundo inteiro se concentraram na capital gaúcha para conviver e aplaudir as grandes figuras da esquerda mundial. Todos defensores de “um outro mundo possível”, amantes da paz, do amor e da democracia. Quais foram os principais ícones do beatífico evento? Quais as personalidades mais reverenciadas e aplaudidas por aquelas figuras turbinadas por tão elevados valores humanos? Ninguém mais nem menos do que os democráticos, fraternos e solidários Ricardo Alarcón (presidente da Assembléia Nacional de Cuba) e Javier Cifuentes, que dirigia a representação das FARC. Lugares para estar próximos a esses cavalheiros eram disputados a cotovelaços.

Lula candidato fez das FARC parceiras importantes do seu Foro de São Paulo. Lula presidente se recusou a declarar que elas são uma organização terrorista. Até hoje não ouvi qualquer voz petista reconhecer e condenar o narcotráfico controlado pela guerrilha. Há bem poucos dias, a morte de Manuel Marulanda, o maior líder dessa organização criminosa suscitou homenagem póstuma na reunião do Foro de São Paulo, em Montevidéu, e a memória do bandido foi saudada com vibrantes aplausos por uma platéia que se pôs em pé para não deixar dúvidas quanto à sua reverência. Em outras palavras: como são incorrigivelmente elevados os ideais desses cavalheiros do outro mundo!
Percival Puggina


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