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18/08/2008

A Contra-Revolução de 1964

















A história da contra-revolução de 1964 é inteiramente deturpada pelos livros de doutrinação marxista adotados pelo Ministério da Educação. É apresentada como um golpe, ocultando a verdade que foi uma intervenção das Forças Armadas (um contra-golpe), cumprindo seu dever constitucional de defender a Pátria e as instituições contra um golpe em andamento para usurpar o poder e submetê-lo a uma nação estrangeira, a União Soviética.

Segundo Locke, o primeiro grande sábio iluminista, o governo é instituído entre os homens por uma concessão dos mesmos, e só em seu nome pode ser exercido, para que possa garantir aos cidadãos o desfrute da igualdade perante a lei, o direito de propriedade, a proteção da Justiça, a busca da felicidade. Sempre que, de qualquer forma, o governo proceder de maneira a prejudicar esses fins, é direito, é obrigação do povo, destituí-lo e implantar um novo governo que assegure a soberania e o interesse dos cidadãos.

Em 1964, quando os detentores do poder ameaçavam destruir nossas tradições, nossos costumes, nossa moral cristã herdada da civilização ocidental e submeter o País ao regime mais cruel, prepotente e espoliador de todos os tempos, o comunismo soviético, coube às forças armadas obedecer aos princípios iluministas e restaurar a ordem e a governabilidade, inaugurando um período ímpar de um governo sério e realizador.

O verdadeiro golpe estava em andamento pelo comunista Brizola (que se disfarça atualmente de socialista) e seu títere João Goulart, que pregava a insubordinação e a baderna. A idéia era fechar o congresso, instalar uma ditadura comunista satélite de Moscou e começar a matança. Brizola já estava treinando os “grupos dos onze”, no Uruguai, onde ele é latifundiário. As Forças Armadas, atendendo ao clamor popular, manifestado em passeatas de centenas de brasileiros, exigiram a intervenção das Forças Armadas, que foi realizado com muita competência, com o mínimo de emprego da força.

Na tentativa de deformar a história, os tais livros apresentam a foto do grande presidente Garrastazu Médici com a legenda mordaz: “o mais sanguinário de todos”, sem explicar que, exercitando seu poder de polícia, no cumprimento do dever, o governo foi obrigado a reprimir ações de bandidos, guerrilheiros, terroristas e traidores da pátria de vários tipos. Fê-lo até com excessiva moderação, em nossa opinião.

Esses livros não fazem justiça a respeito dos resultados da Contra Revolução de 1964 que, nas palavras da professora de história Nivalda Andrade, de Belo Horizonte, segundo publicação do Jornal do Grupo Inconfidência, em maio de 2002, foram:

Com a posse de Castelo Branco, já consolidado o movimento, é iniciado o trabalho para dotar o País de estruturas política, administrativa, jurídica, social e econômica. É restaurada a autoridade, reduzida a inflação, sem controle de preços, a pleno emprego. São criadas a Nuclebrás, Embratel, Eletrobrás, Telebrás, Embraer, Embrapa e Bacen. A rede asfáltica é ampliada de 3 mil para 45 mil quilômetros, a produção da Petrobrás salta de 75 mil para 750 mil barris/dia, diversos portos e ferrovias são construídos, as exportações aumentam vinte e cinco vezes, são construídas a ponte Rio-Niterói e as maiores usinas hidrelétricas do mundo. É implantado o Pró-Álcool e iniciada a integração da Amazônia.

São criados o FGTS, o PIS, o PASEP, o PAT, a merenda escolar, o INPS, o BNH. O FUNRURAL, beneficiando 8 milhões de trabalhadores rurais, é uma das maiores obras sociais do Século XX. Na educação, surgem dezenas de universidades, além do Crédito Educativo, do Projeto Rondon e do Mobral. As matrículas no ensino superior sobem de 100 mil em 1964 para 1,3 milhão em 1981. A pesquisa é estimulada e financiada. CNPq, FINEP, CAPES e cursos de mestrado e doutorado são incentivados. Crescem as indústrias aeronáuticas, navais, bélicas e automobilísticas. Usinas siderúrgicas são implantadas.

A História fará justiça ao FGTS, o PIS, o PASEP, o PAT, (1964/85) pelos grandes benefícios trazidos à Nação que, de quadragésima sétima passou a ser a oitava economia mundial, com o crescimento do PIB de 14% ao ano, jamais alcançado por qualquer outro governo. A principal conseqüência foi o legado deixado pelas Forças Armadas, que impediram por três vezes (1935, 1964 e início dos anos 70) a instalação de um regime socialista-marxista, garantindo assim a existência de um Brasil livre e democrático.

Para melhor entender o fenômeno “comunismo”, vamos passar em revista o desenvolvimento do ideal de liberdade, desde seus primórdios, há mais de dois milênios, para mostrar aquilo que os comunistas fazem mais questão de esconder: a liberdade como agente da riqueza, da civilização, do progresso e da justiça social. Antes, um pensamento primoroso de Álvaro Pedreira de Cerqueira, que demonstra que a doutrinação marxista não se confina ao ensino fundamental:

“Quem estudou em universidades públicas, especialmente economia ou outras ciências sociais, está com a cabeça tão cheia de entulho ideológico marxista, difundido conforme a doutrinação pregada pelo comunista italiano Antonio Gramsci nos anos 20 do século passado, que este entulho virou um monólito impenetrável no cérebro, por insidiosa lavagem cerebral. Tanto que é incapaz de reconhecer o monumental fracasso do socialismo e do comunismo, inspirados na falácia do marxismo. E não enxerga que o mercantilismo que domina as economias latino-americanas é em tudo irmão do socialismo, causa de nosso atraso e de nossa pobreza, que convive com brutal concentração de renda”.

Nota: Este é um capítulo do livro “Trincheiras do Iluminismo”, de Huáscar Terra do Valle, a respeito do gramscismo, a metamorfose atual do comunismo, que está em vias de assumir o poder no Brasil para iniciar sua tarefa de destruição social, política e econômica, como sempre tem feito em todos os países onde conquistou a hegemonia. Quem desejar o texto integral, solicitar ao autor.



Huáscar Terra do Valle
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11/08/2008

Caixa de Pandora






















Há bem poucos dias, em Porto Alegre, a aplicabilidade da lei de anistia aos crimes de tortura foi discutida em um programa de tevê. Durante os debates, foi levada a efeito pesquisa interativa. O resultado de mais de um milhar de telefonemas mostrou 62% dos telespectadores contrários à abertura dessa caixa de Pandora, como muito acertadamente vem sendo designada a proposta em virtude do conjunto de males que pode desencadear. Eis um bom tema para reflexão.

Pelo agravo que faz à dignidade da pessoa humana, imagem e semelhança de Deus, a tortura é algo hediondo, que repugna toda consciência bem formada. É crime praticado por seres moralmente deformados, enfermos. No entanto, opor-se ao desejo do ministro da Justiça, que busca uma forma de entregar ao Poder Judiciário ou a algum Tribunal Internacional a investigação dos casos que tenham ocorrido durante o regime militar, não significa aliar-se aos torturadores. Significa permanecer aliado ao processo de pacificação política do país.

É bom lembrar. Já no fim dos anos 60 do século passado, exercida unilateralmente pela oposição, surgiu crescente pressão política pela concessão de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que tardaria uma década para ser conquistada. A lei dispondo sobre a matéria, saudada pela nação inteira, foi sancionada em 28 de agosto de 1979, abrangendo todos os crimes cometidos por motivação política, em qualquer banda do arco ideológico, a partir de 9 de abril de 1964 (data do Ato Institucional nº. 1). Segundo dados do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil - CPDOC - foram beneficiadas pela anistia 4650 pessoas, entre presos, cassados, banidos, exilados ou destituídos dos seus empregos. Por essa via, pacificou-se a nação e teve início a redemocratização.

A política não existe para promover conflitos, mas para os resolver. E a violência é a substituta da política quando ela fracassa em relação a esse objetivo. Foi o que aconteceu no Brasil nas lamentáveis circunstâncias em que se desenrolaram os primeiros anos da década de 60. A anistia, por outro lado, mostra que o inverso é verdadeiro: ela foi uma construção da política para a efetiva redemocratização do Brasil. Buscar brechas na legislação nacional ou em declarações conjuntas internacionais para investigar e punir crimes de tortura implica reacender animosidades, salgar feridas e revogar a conciliação. Mesmo que nada aconteça é pura imprudência com motivação escusa.

Se devessem ir aos tribunais os bandidos torturadores de vítimas que ainda vivem entre nós portando a trágica memória de seu suplício, indago: não cometeram outros crimes graves os assassinos de adversários ou (ainda pior) de inocentes que nada tinham a ver com as animosidades da época? Aonde nos levaria esse catálogo de barbaridades e respectivas ações regressivas? Onde iria parar a própria anistia? Seqüestrar aviões, ameaçar de morte centenas de pessoas seqüestradas, assaltar bancos, explodir bombas em aeroportos e instalações militares matando inocentes, executar uma pessoa apenas por ser de nacionalidade inglesa e outra por ser norte-americana, são crimes “políticos”?

Ninguém dentre os que atuaram na luta armada defendia a democracia. Os verdadeiros defensores desta agiram no campo aberto da política, conquistando a opinião pública para o restabelecimento do Estado Democrático de Direito. As organizações esquerdistas que pegaram em armas não produziram um único documento propondo a restauração do governo Goulart. Nem em sonhos! Para todos, a democracia era uma fragilidade da burguesia e o modelo de sociedade desejado era a ditadura do proletariado. Todos treinaram seus quadros em Cuba, China e URSS. Esses três países, como a história mostrou, contabilizaram dezenas de milhões de vítimas. Eram portadores de uma Caixa de Pandora infinitamente pior do que aquela que agora pretendem destapar, contanto, é claro, que a tampa não abra para o lado errado.
PERCIVAL PUGGINA


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10/08/2008

O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO



























* Roberto Campos

"Le livre noir du communismè". (Edições Robert Laffont. Paris, 1997), escrito por seis historiadores europeus, com acesso a arquivos soviéticos recém-abertos, é uma espécie de enciclopédia da violência do comunismo. O chamado "socialismo real" foi uma tragédia de dimensões planetárias, superior em abrangência e intensidade ao seu êmulo totalitário do entreguerra - o nazi-fascismo.

Ao contrário da repressão episódica e acidental das ditaduras latino-americanas, a violência comunista se tornou um instrumento político-ideológico, fazendo parte da rotina de governo. Essa sistematização do terror não é rara na História humana, tendo repontado na revolução francesa do século XVIII na fase violenta do jacobinismo, na "industrialização do extermínio judaico" pelos nazistas, e - confesso-o com pudor - na Inquisição Católica, que durante séculos queimava os corpos para purificar as almas.

O "Livre noir" me veio às mãos num momento oportuno em que, reaberto na mídia e no Congresso o debate sobre a violência de nossos "anos de chumbo" nas décadas de 60 e 70, me pusera a reler o "Brasil, nunca mais", editado em 1985 pela arquidiocese de São Paulo. Comparados os dois verifica-se que o Brasil não ultrapassou o abecedário da violência, palco que foi de um miniconflito da Guerra Fria, enquanto que o "Livre noir" é um tratado ecumênico sobre as depravações ínsitas do comunismo, este sem dúvida o experimento mais sangrento de toda a História humana. Produziu quase cem milhões de vítimas, em vários continentes, raças e culturas, indicando que a violência comunista não foi mera aberração da psique eslava, mas sim algo diabolicamente inerente à engenharia social marxista, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos e depois em vítimas.
A aritmética macabra do comunismo assim se classifica por ordem de grandeza - China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (dois milhões); Camboja (dois milhões); África (1,7 milhão, distribuídos entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnam (um milhão); Leste da Europa (um milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); Movimento Comunista Internacional e partidos comunistas no poder (dez mil).

O comunismo fabricou três dos maiores carniceiros da espécie humana - Lenin, Stalin e Mao-Tsé-Tung. Lenin foi o iniciador do terror soviético. Enquanto os czares russos em quase um século - 1825 a 1917 - executaram 3.747 pessoas, Lenin superou esse recorde em apenas quatro meses após a revolução de outubro de 1917.

Alguns líderes do Terceiro Mundo figuram com distinção nessa galeria de assassinos. Em termos de percentagem da população, o campeão absoluto foi Pol Pot, que exterminou em 3,5 anos um quarto da população do Camboja. Fidel Castro, por sua vez, é o campeão absoluto da "exclusão social", pois que 2,2 milhões de pessoas, equivalentes a 20% da população da ilha tiveram que fugir. Juntamente com o Vietnam, Fidel criou uma nova espécie de refugiados, os "boat people" - ou sejam, os "balseros", milhares dos quais naufragaram engordando os tubarões do Caribe.

A vasta maioria dos países comunistas é culpada dos três crimes definidos no artigo 6º do Estatuto de Nuremberg - crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a Humanidade.

A discussão brasileira sobre, os nossos "anos de chumbo" raramente situa as coisas no contexto internacional da Guerra Fria, a qual alcançou seu apogeu nos anos 60 e 70, provocando um "refluxo autoritário" no Terceiro Mundo.

Houve intervenções militares no Brasil e na Bolívia em 1964, na Argentina em 1966, no Peru em 1968, no Equador em 1972, e no Uruguai em 1973. Fenômeno idêntico ocorreu em outros continentes. Os militares coreanos subiram ao Governo em 1961 e adquiriram poderes ditatoriais em 1973. Houve golpes militares na Indonésia em 1965, na Grécia em 1967, e, nesse mesmo ano, o presidente Marcos impunha a lei marcial nas Filipinas e Indira Gandhi declaravam um "regime de emergência". Em Taiwan e Cingapura houve autoritarismo civil sob um partido dominante.




















O grande mérito dos regimes democráticos é preservar os direitos humanos, estigmatizando qualquer iniciativa de violá-los. Mas por lamentáveis que sejam as violências e torturas denunciadas no "Brasil, nunca mais", elas empalidecem perto das brutalidades do comunismo cubano, minudenciadas no "Livre noir". Comparados ao carniceiro profissional do Caribe, os militares brasileiros parecem escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio... Enquanto Fidel fuzilou entre 15 e 17 mil pessoas (sendo dez mil só na década dos 60), o número de mortos e desaparecidos no Brasil, entre 1964 e 1979, a julgar pelos pedidos de indenização, seria em torno de 288 segundo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e de 224 casos comprovados, segundo a Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça. O Brasil perde de longe nessa aritmética macabra.

Mao foi responsável pela morte de 70 milhões de chineses. Ele foi totalmente imoral.

Os jovens chineses acreditam que Mao foi um grande herói que cometeu alguns erros ... Alguns aspectos da ditadura continuam em voga A liberdade de expressão é um deles. A internet é hoje controlada. Eles têm uma lista de nomes que são bloqueados.

Mao sabia a importância da informação.

Jung Chang – Autora do "best-seller": Mao – A história desconhecida (Estado de Minas / 22.nov.06)


Em 1978, quando em nosso Congresso já se discutia da "Lei da Anistia", havia em Cuba entre 15 e 20 mil prisioneiros políticos, número que declinou para cerca de 12 mil em 1986. No ano passado, 38 anos depois da Revolução de Sierra Maestra, ainda havia, segundo a Anistia Internacional, entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos na ilha. Em matéria de prisões e torturas, a tecnologia cubana era altamente sofisticada, havendo "ratoneras", "gavetas" e "tostadoras". Registre-se um traço de inventividade tecnológica - a tortura "merdácea", pela imersão de prisioneiros na merda.

Não houve prisões brasileiras comparáveis à La Cabaña (onde ainda em 1982 houve cem fuzilamentos), Boniato, Kilo 5,5 ou Pinar Del Rio. Com estranha incongruência, artistas e intelectuais e políticos que denunciam a tortura brasileira visitam Cuba e chegam mesmo a tecer homenagens líricas a Fidel e a seu algoz adjunto Che Guevara. Este, como procurador-geral, foi comandante da prisão La Cabaña, onde nos primeiros meses da revolução ocorreram 120 fuzilamentos (dos 550 confessados por Fidel Castro), inclusive a execução de Jesus Carreras, guerrilheiros contra a ditadura Batista, e de Sori Marin, ex-ministro da Agricultura de Fidel. Note-se que Che foi o inventor dos "campos de trabalho coletivo", na península de Guanaha, versão cubana dos "gulags soviéticos" e dos "campos de reeducação" do Vietnam.

A repressão comunista tem características particularmente selvagens. A responsabilidade é "coletiva", atingindo não apenas as pessoas, mas as famílias. É habitual o recurso a trabalhos forçados, em campos de concentração. Não há separação carcerária, ou mesmo judicial, entre criminosos comuns e políticos. Em Cuba, criou-se um instituto original, o da "periculosidade pré-delitual", podendo a pessoa ser presa por mera suspeita das autoridades, independentemente de fatos ou ações.

















Causa-me infinda perplexidade, na mídia internacional e em nosso discurso político local, a "angelização" de Fidel e Guevara e a "satanização" de Pinochet. Isto só pode resultar de ignorância factual ou de safadeza ideológica. Pinochet foi ditador por 17 anos; Fidel está no poder há 39 anos. Pinochet promoveu a abertura econômica e iniciou a redemocratização do país, retirando-se após derrotado em plebiscito e eleições democráticas, como senador vitalício (solução que se imitada em Cuba facilitaria o fim do embargo). Fidel considera uma obscenidade a alternância no poder, preferindo submeter a nação cubana à miséria e à fome, para se manter ditador. Pinochet deixou a economia chilena numa trajetória de crescimento sustentado de 6,5% ao ano. Antes de Fidel, a economia cubana era a terceira em renda por habitante entre os latino-americanos, e hoje caiu ao nível do Haiti e da Bolívia. O Chile exporta capitais, enquanto que Fidel foi um pensionista da União Soviética e agora, para arranjar divisas, conta com remessas de exilados, e receita de turismo e prostituição. Em termos de violência, o número de mortos e desaparecidos no Chile foi estimado em três mil, enquanto que Fidel fuzilou 17 mil!
Apesar de fronteiras terrestres porosas, o Chile, com população comparável a Cuba e sem os tubarões do Caribe, sofreu em êxodo de apenas de apenas 30 mil chilenos, hoje em grande parte retornados. Sob Fidel, 20% da população da ilha, ou seja, algo que nas dimensões brasileiras seria comparável à Grande São Paulo, tiveram que fugir. Em suma, Pinochet submeteu-se à democracia e tem bom senso em economia. Fidel é um PhD em tirania e um analfabeto em economia.

O "Livre noir" nos dá uma idéia da bestialidade de que escapamos se triunfassem os radicais de esquerda. Lembremo-nos que, em 1963, Luiz Carlos Prestes declarava desinibidamente que "nós os comunistas já estamos no Governo mas não ainda no poder". Parece-me ingenuidade histórica imaginar que, na ausência da Revolução de 1964, o Brasil manteria, apenas com alguns tropeços, sua normalidade democrática. A verdade é que Jango Goulart não planejara minimamente sua sucessão, gerando suspeitas de continuísmo. E estava exposto a ventos de radicalização de duas origens: a radicalização sindical, que levaria à hiperinflação; e a radicalização ideológica, pregada por Brizola e Arraes, que podia resultar em guerra civil.

É sumamente melancólico - porém não irrealista - admitir-se que no albor dos anos 60 este grande país não tinha senão duas miseráveis opções: "anos de chumbo" ou "rios de sangue"...



*O Autor é deputado federal pelo PPB-RJ. Transcrito da Folha de São Paulo de 19.04.98

e da REVISTA DO CLUBE Militar - Maio/1998


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Grupo Inconfidência
















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27/07/2008

Os Bandidos no Poder































Qual a diferença entre países capitalistas e socialistas? Existem muitas. Dentre elas, uma das mais interessantes é a questão do banditismo. Em países capitalistas, como os Estados Unidos, existem milhares de cadeias e penitenciárias, cheias de bandidos e este número cresce cada vez mais. Nos países comunistas do passado não havia tantas cadeias e penitenciárias. Por quê? A resposta é muito simples. Em países socialistas/comunistas os bandidos não estão nas cadeias. Estão no poder.


Em Cuba, por exemplo, as penitenciárias servem para alojar, não bandidos, mas presos políticos, pois o mega-bandido, Fidel Castro, assassino de milhares de patriotas cubanos, é o ditador implacável, odiado pelos cubanos que, sempre que podem, fogem para os Estados Unidos, porém adorado pelos idiotas da esquerda brasileira, que agora latem: “ditadura nunca mais”.


Na China, são mais práticos. Executam os inimigos políticos e também os bandidos de verdade com um tiro na nuca e ainda cobram da família o preço da bala. Confesso que tenho alguma simpatia para o sistema chinês. Poderíamos adotá-lo no Brasil, depois de uma redefinição de quais crimes mereceriam a solução final. Em meu ponto de vista o crime mais hediondo não seria o tráfico de drogas ou o estupro, mas a apropriação de dinheiro público. Dentre eles, o mais grave, merecedor de pena capital sumária, seria a venda de sentenças por parte de juízes, como tem acontecido no Brasil. Suspeita-se que tal ignomínia teria acontecido até no Superior Tribunal de Justiça. Em vez de sentenças de morte, estes mega-bandidos são “julgados em segredo”, pelas tais corregedorias e “punidos” com advertências, censuras e suspensões inócuas ou mesmo recompensados com aposentadorias precoces e milonárias.


Neste ano, a ralé da esquerda, a nata do banditismo dos anos 70, fez até exposições, como no átrio da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, comemorando, cinicamente, a volta da “democracia”, com o slogan: “ditadura nunca mais”. Na realidade, quando terminou o governo cívico-militar, voltou ao poder a escória do País. O banditismo atingiu o poder e, inclusive, fez seu código de banditismo, cretinamente apelidado de “constituição cidadã”.


No regime militar, única ocasião em que o Brasil foi levado a sério, na opinião de ninguém menos do que de Lula, o País foi reorganizado, com uma pletora de realizações que nunca mais se repetiu. No entanto, quando o governo militar devolveu ao civis um país desinfetado dos ratos comunistas, voltou a ralé de politiqueiros cripto-comunistas que fizeram do parlamento um balcão de negócios. Acabo de saber, pela televisão, que o governo comprou a aprovação da medida provisória dos bingos liberando 500 milhões de reais para os deputados. Quanto desta fortuna realmente será aplicado em benefício da população? Os tais “democratas”, desde o fim do governo cívico-militar, só fizeram politicagem, e furtaram o mais que puderam, em todos os tempos e modos, como dizia o Padre Antônio Vieira.


Quando o governo cívico-militar assumiu o poder, em 1964, o Brasil era o 48.º no ranking das potências econômicas. Quando voltou o regime da cleptocracia, apelidada de “democracia”, o País, que tinha se elevado à posição de 8.ª potência econômica, graças ao governo cívico-militar, engatou uma marcha-a-ré, a começar do criminoso Plano Cruzado, que destruiu de uma vez todo o trabalho de reorganização da economia. Agora, vários países, como Coréia, Índia, México, passaram à frente do Brasil e já estamos na 15.ª posição. Por enquanto. E a única luz que se vê no final do túnel não passa do farol de uma locomotiva a todo vapor.


Lula continua prometendo o crescimento econômico. No entanto, como pode um país crescer com uma tributação de cerca de quarenta por cento do PIB e uma dívida pública, crescente, de um trilhão de reais?


Sem dúvida um dos maiores bandidos da história do Brasil foi FHC, que elevou a carga tributária de 26 para 36% do PIB e, fingindo que acabava com a inflação, transformou-a em dívida pública. É verdade que a maior culpa é a constituição bandida de 88, que transformou o governo em um órgão arrecadador de impostos para distribuir entre os milhões de marajás que estão chupando as tépidas tetas da mãe-pátria. Seu crime foi principalmente de omissão, por não ter corrigido esta roubalheira, além de ter preparado o caminho para entregar o poder aos comunistas, que sempre foram os maiores bandidos registrados pela História.


Nota-se, no governo atual, encharcado de comunistas de todas as tonalidades, verdadeiras atitudes próprias de gangsters, o que é um péssimo sinal. O caso Celso Daniel, por exemplo, foi abafado, porém, conforme declarações do irmão da vítima, sabemos o suficiente para entender a filosofia predominante dos partidos de esquerda: roubar para o partido é ético. Roubar “do” partido é crime. Além disso, o banditismo é tal que quem quiser denunciar a roubalheira sofre queima de arquivo. Esta é a ética de todos os partidos socialistas-fascistas-nazistas-comunistas, em todos os tempos e em todos os países. Bom é o que é bom para o partido, e ruim é o que é ruim para o partido. Como corolário: os fins justificam os meios.


O caso dos bingos é outro exemplo típico de atitude de bandidos. As gravações transmitidas pelas redes de TV mostram claramente que uma pessoa de confiança absoluta do “primeiro ministro” estava achacando um empresário de loterias para conseguir fundos, provavelmente para pagar aos marqueteiros que conseguiram a eleição do Lula na base de mentiras e falsas promessas. Para lançar uma cortina de fumaça sobre o festival de roubalheira, Lula fechou os bingos, pulverizando, de uma só canetada, mais de duzentos mil empregos. Logo ele, que foi eleito prometendo dez milhões de empregos.


Por enquanto, a cortina de fumaça está funcionando, mas novas podridões se agigantam e ainda temos a esperança da CPI ser realizada. Até o impeachment de Lula já foi pedido, se não me engano, por um senador do PDT, e o deputado Dr. Enéas pediu ontem no plenário da Câmara sua renúncia por já ter demonstrado, em um ano e três meses de (des)governo sua incapacidade de governar um país como o Brasil.

No entanto, o PT, outrora campeão das CPIs, está empenhando a própria alma para evitar a CPI dos bingos. Ora, quem não deve não teme! Se o PT não quer a CPI, temos o direito de concluir que o caso do Waldomiro foi apenas a ponta do iceberg e que as vestais grávidas do PT usaram técnicas de bandidos para conseguir fundos para eleger seu candidato, de olho nas oportunidades de enriquecimento que acompanham o poder. Consta que já foram contratados quarenta mil dizimistas do PT para cargos públicos estratégicos. O PT está nadando em dinheiro, e vai empregá-lo para conquistar mais poder. O Presidente ampliou para quarenta o número de ministérios e a maioria das esposas dos ministros também foi contratada, com salários jamais sonhados pelos proletários, que sempre foram usados como bucha-de-canhão pelos comunistas.



























Em outro exemplo sórdido do espírito de banditismo que anima os partidos de esquerda, agora estão criando nova nuvem de fumaça escolhendo os promotores como bodes-expiatórios, para que os verdadeiros bandidos não sejam desmacarados.

Conhecemos casos de prefeitos do PT que desviaram milhões de reais, que se materializaram depois em sua eleição para cargos públicos. Atitudes perfeitamente éticas, sob a ótica dos canhotos. Coisa de bandidos de alto coturno!

No tempo do governo militar não havia esta roubalheira e, portanto, apesar da tributação estar na metade da de hoje, o dinheiro era aplicado preparando o País para um grande futuro. Infelizmente este grande futuro não se materializou nas mãos da escória que desde então tem se agarrado como carrapatos ao poder e sugado os recursos dos contribuintes indefesos. Desde que acabou o regime militar, muitas pessoas achegadas ao poder enriqueceram-se, mas o País empobreceu. O povo ficou órfão. O crescimento econômico, que no governo cívico-militar, chegou a 14% ao ano, no primeiro ano de Lula foi negativo, mesmo assim socorrido pelo setor agropecuário, graças aos empresários rurais, enfrentando a falta infra-estrutura e de apoio do governo. Não obstante, o governo está gastando bilhões com a favelização do campo, apelidada de “reforma agrária”, que não contribuiu nem com uma espiga de milho para a produção agropecuária. Esta fortuna deveria ser aplicada em estradas, portos, silos e financiamento aos empresários rurais, que criam riqueza e empregos. Isto sim, seria uma reforma agrária inteligente.

Depois do fim do governo militar, tão festejado pelos bandidos de esquerda, a única grande obra que me lembro foi o apagão de FHC. No entanto, quem quiser julgar o governo cívico-militar que se iniciou com a defenestração da quadrilha comunista de Jango, procure imaginar o Brasil sem as obras realizadas naquele tempo em que os impostos retornavam para a população na forma de obras.

Eis alguns exemplos: Itaipu e Tucuruí, duas das maiores hidroelétricas do mundo, além de Ilha solteira, Jupiá e São Simão, Ponte Rio-Niterói, Pró-álcool, Embrapa, Embraer, Eletrobrás. Embratel, Nuclebrás, Telebrás, Redução da inflação de 100% para 12%, sem desemprego e sem planos econômicos mirabolantes nem confiscos de poupança, Zona Franca de Manaus, Aeroporto de Confins, Banco Central, construção de 4 milhões de moradias, Ferrovia da Soja, Transamazônica, corredores de exportação, financiamento da CNPq, FINEP e CAPES, INPS, Funrural (beneficiando 8 milhões de trabalhadores rurais), criação do FGTS, PIS e PASEP, criação de 13 milhões de empregos, crescimento econômico de até 14% do PIB (no primeiro ano do governo Lula o Brasil cresceu como rabo de cavalo: para baixo), fantástico aumento na produção da Petrobrás, crescimento das exportações de US$1,5 para US$37 bilhões, construção de quatro portos, destacando-se Tubarão e Sepetiba e recuperação e expansão de outros dez portos, ampliação da rede asfáltica de 3 para 45 mil quilômetros, implantação de vários distritos industriais, atração de dezenas de investimentos e joint-ventures de alta qualidade, como Fiat, Alcan, Becton Dickinson, Cargill, Holderbank, Cenibra, Nippon-Usiminas, Grupo Nomura dezenas de outros.

Não obstante, os retardados da esquerda festejam o que eles chamam de “a volta das liberdades democráticas”. Durante o governo militar a liberdade democrática era absolutamente plena, exceto para baderneiros, subversivos, assaltantes, seqüestradores, assassinos, vendedores da pátria, guerrilheiros, exatamente aqueles que agora estão lançando a campanha: “ditadura nunca mais!” Realmente estes bandidos, que queriam transformar o Brasil em uma colônia soviética, foram privados da liberdade de implantar aqui a ditadura comunista, a mais truculenta, cruel e sanguinária de todos os tempos, responsável pelo extermínio de mais de cem milhões de pessoas no século passado. Como não conseguiram, dedicam-se ao revanchismo desleal e mentiroso e a extrair dinheiro do povo sob os mais variados truques, como a palhaçada da falsa reforma agrária e os bilhões gastos em indenizações para aqueles que mereciam, de fato, a cadeia . Quanto mais falam mal do governo militar, mais as Forças Armadas crescem em credibilidade (ao contrário dos políticos), pois a população percebe o mar de lama onde pululam os caluniadores de esquerda e muitos ainda se lembram dos tempos felizes do governo cívico-militar, no auge do “milagre brasileiro”, quando bandidos iam para a cadeia em vez de serem “indenizados”. O Presidente Garrastazu Médici era aplaudido de pé no Maracanã e a população cantava feliz pelas ruas: “Moro... num país tropical... abençoado por Deus... ”

Precisamos apenas de paciência. O governo está apodrecendo e já está cheirando mal. Como sempre acontece, é difícil combater o comunismo, devido ao fanatismo, à desonestidade moral e à ignorância de seus adeptos. No entanto, a história nos ensina que os regimes comunistas são sempre derrotados, como aconteceu na União Soviética, não por seus inimigos, mas por suas vítimas.

PENSAMENTO DO DIA: “Enquanto a esquerda que está aí não for eliminada até o último idiota, não vai acontecer nada!” Nélson Rodrigues.



Huascar Terra do Vale
Ensaísta e advogado. Dedica-se a estudos nas áreas da filosofia, história, arqueologia, linguística, semântica geral, psicologia, psicanálise, cosmogonia, cosmologia, etologia e sociobiologia. É colunista do site Mídia sem Máscara. É autor das obras "Hino à Liberdade" e "Tratado de Economia Profana". Entre seu material inédito, constam as obras "Sociedade da Desconfiança", "Trincheiras do Iluminismo", "A Treatise on Profane Religion", "The Twilight of Gods" e "Jesus, from Abraham to Marx".
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09/07/2008

Cultura da miopia liberal




















Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 07 de julho de 2008




Desde a década de 30, o Partido Comunista foi-se tornando cada vez mais a influência cultural dominante no Brasil, não por sua superioridade intelectual, é certo, mas por sua capacidade de arregimentar escritores, artistas, jornalistas e professores numa elite militante bem organizada, consciente da sua missão de transformar toda a vida do espírito em arma de guerra revolucionária.

A astuta manipulação de cargos e prestígios, a ocupação de espaços, o boicote feroz aos adversários logo reduzidos a servos dóceis da política comunista por meio da intimidação e da chantagem – tais foram os instrumentos com que o partido acabou por emascular uma intelectualidade conservadora na qual avultavam tipos do porte de um Manuel Bandeira, de um Gilberto Freyre, de um Nelson Rodrigues, de um João Camilo de Oliveira Torres, de um Lúcio Cardoso, de um Gustavo Corção, de um Antônio Olinto, de um Paulo Mercadante, de um Otto Maria Carpeaux e tantos outros, com os quais a esquerda jamais poderia concorrer no campo do livre debate.

Eleitoralmente, "o Partido" jamais foi grande coisa, mas sua influência tornou-se desproporcionalmente maior que seu minguado número de eleitores, ao ponto de impor à Nação um presidente pró-comunista e consolidar o seu poder mediante um plebiscito em que a linguagem da lei e da ordem foi habilmente posta a serviço da subversão e da desordem.

Longe de debilitar essa influência, o novo regime advindo em 1964 acabou por fortalecê-la, na medida em que, concentrando seus esforços no combate à subversão armada e esquivando-se preguiçosamente ao dever da luta cultural, permitiu que a esquerda se revigorasse mediante o debate interno, a autocrítica e a reorganização estratégica, segundo as linhas preconizadas por Antonio Gramsci, cujas obras, não por coincidência, chegaram ao alcance da militância intelectual esquerdista local precisamente a partir de 1965. Nessa data começou também a circular a mais importante publicação cultural esquerdista, a Revista Civilização Brasileira , de Ênio Silveira, que marcou um upgrade intelectual da esquerda e provou sua capacidade de reagir criativamente, agressivamente, a uma derrota política que hoje sabemos ter sido apenas superficial e provisória.

Em meados da década de 1970, a hegemonia cultural da esquerda já era, mais que um fato consumado, um direito adquirido. Sem isso, a total falsificação da história do período, hoje consagrada como verdade incontestável em todo o sistema de ensino e em toda a grande mídia sem exceção, jamais teria sido possível – e, sem ela, a escalada triunfal da esquerda rumo ao poder absoluto jamais teria acontecido.

Ao longo de todo esse trajeto, só duas tentativas de resistência liberal-conservadora organizada se esboçaram, ambas tímidas e débeis. A primeira veio da Igreja, entre os anos 40 e 60, mas foi logo diluída pela infiltração que veio a fazer da intelectualidade católica o mais eficiente instrumento de camuflagem e legitimação do esforço subversivo. A conversão de Alceu Amoroso Lima e de Dom Helder Câmara ao esquerdismo, a devassidão ideológica fomentada pelo Concílio Vaticano II e a tomada dos seminários por uma hoste de endemoniados “teólogos da libertação” resultaram na fundação do PT mediante a tripla união adúltera dos bispos com a intelectualidade comunista e com a militância sindical de esquerda, tudo sob as bênçãos da elite globalista bilionária e da mídia chique internacional.

A segunda foi a fundação do Instituto Liberal no Rio de Janeiro em 1983 e do Instituto de Estudos Empresariais no Rio Grande do Sul no ano seguinte, daí resultando o Fórum da Liberdade , que desde 1988 leva anualmente a Porto Alegre os melhores palestrantes liberais e conservadores do mundo.

Essa iniciativa meritória, porém, ademais de ser sistematicamente boicotada pela mídia nacional inteira, ainda padece de duas autolimitações congênitas: (1) Cinge-se ao debate doutrinal, sem nenhuma perspectiva de ação política e muito menos de uma ofensiva antigramsciana organizada na esfera cultural. (2) Tende a concentrar-se nos temas econômicos, ignorando as questões essenciais da guerra cultural e da estratégia revolucionária e combatendo antes o estatismo enquanto idéia geral do que a esquerda enquanto força política concreta.


OLAVO DE CARVALHO


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